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QUÉOPS E O TÚMULO SECRETO
Stéfane Foucart e Hervè Morin
08/10/2004
Publicado originalmente em Le Monde, edição de 2 de setembro de 2004, sob o título
Polémique autour de Chéops et de sa chambre secrète.

Tradução: Leticia Ligneul Cotrim
Revisão técnica: Mauro Almada
* * *
Um arquiteto francês, em trabalho apresentado recentemente, afirma ter localizado o verdadeiro túmulo da Grande Pirâmide de Quéops.


Você viu o Quéops (2589-2566 AC) por ai ?
Imagem: www.aldokkan.com

Gerações de profanadores de sepulturas e egiptólogos, curtidos pelo sol do Egito, teriam passado ao largo do mistério da Grande Pirâmide, situada no planalto de Gizé, próximo à cidade do Cairo. Isto por que, supostamente, não estaria completo o conhecido conjunto de três câmaras mortuárias, visitado por centenas de turistas a cada ano. Segundo o pesquisador-arquiteto, haveria uma quarta câmara, escondida nas entranhas do monumento construído há aproximadamente 4.600 anos e considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Nesta quarta câmara, também supostamente, é que estaria guardada a múmia do Faraó Quéops... e seu fabuloso tesouro !


A pirâmide de Quéops.
Imagem: Alberto Taveira, intervenção sobre imagem de www.jecris.com

Esta, pelo menos, é a tese defendida pelo arquiteto e egiptólogo Gilles Dormion no livro A Câmara de Quéops: uma análise arquitetural, lançado em 1º de setembro último (Ed. Fayard, 314 págs., 25 euros). O trabalho revisa as anomalias anotadas no projeto de construção da Grande Pirâmide. O autor pressupõe, a partir de estranhos sinais ali observáveis – marcas de colunas, fissuras, lajes transferidas de posição –, que estes sejam indícios da existência de uma quarta câmara no interior da Pirâmide. Mas para que serviria ? Resposta: para proteger o sarcófago de Quéops de uma possível erosão da câmara mortuária principal, que anteriormente lhe havia sido destinada, e cujo teto rachou.


A capa da "polêmica".
Imagem: www.lirexpress.com

No entanto, a tese proposta por Gilles Dormion e Jean Yves Verd'hurt – o agente imobiliário que o acompanha em suas expedições – ainda não passa de especulação intelectual. É verdade que no ano de 2000 foi possível obter, com o auxílio de um aparelho de geo-radar (GPS), uma análise não destrutiva do leiaute e organização interna da Pirâmide, a qual revelou a existência de uma 'estrutura', localizada embaixo da câmara conhecida como Quarto da Rainha.


A Câmara da Rainha.
Imagem: www.jecris.com

No entanto, para que se possa confirmar essa fantástica hipótese, nenhuma sondagem física, que permita a introdução de um endoscópio, foi ainda realizada. Isto porque a autorização necessária para o experimento foi negada pelo Conselho Supremo das Antiguidades Egípcias (CSA), apesar do pedido ter sido feito com o patrocínio do Collège de France, por iniciativa de Nicolas Grimal, professor da instituição e também Diretor do Instituto Francês de Arqueologia Oriental. No prefácio do livro, publicado sob sua orientação, Nicolas considera que "se as conclusões as quais esta pesquisa nos leva se revelarem exatas, trata-se aqui (...) de uma das maiores descobertas da Egiptologia".

Seu entusiasmo está longe de ser compartilhado por seus pares. Jean Yoyotte, também membro honorário do Collège de France, "acha incrível que se tenha criado um contencioso entre nossas instituições e as autoridades egípcias", conforme declarou à agência France Presse. O pesquisador opina que se trata de "uma teoria tão aleatória que não podemos, de modo algum, nos arriscar a desmontar a pirâmide para verificar sua veracidade".


Orientação da pirâmide.
Imagem: www.chez.com

PRESSÃO MIDIÁTICA

M. Yoyotte apóia a decisão de Zahi Hawass, Secretário Geral do Conselho Supremo das Antiguidades Egípcias (CSA). Zahi, chama a atenção para análise do projeto de pesquisa, realizada por ele, o americano Marc Lehner, e o alemão Rainer Stadelmann, considerados estes os "melhores especialistas mundiais em pirâmides". Os três concluíram que não se pode perfurar o edifício para atender a uma simples presunção. "Recebo centenas de pedidos de amadores para examinar a pirâmide", se queixa Zahi Hawaas, que se recusa a ceder às pressões da mídia, motivadas pela publicação do trabalho de Dormion: "(...) a pirâmide foi feita com o nosso sangue. Fazer um buraco no edifício é como aplicar uma injeção em nosso próprio corpo", reclama ele.


Corte convencional.
Imagem: www.chez.com

Jean Pierre Adam, arquiteto e egiptólogo (CNRS), manifesta a mesma desconfiança. Ele acha que a proposta de Gilles Dormion, não passa de uma "completa maracutaia". Para o pesquisador, que folheou o trabalho, "pressupor a existência de um quarto conjunto de câmaras e galerias, no miolo da pirâmide, não faz nenhum sentido".

A realidade seria mais profunda. O faraó Quéops foi muito bem sepultado, dentro de um sarcófago lacrado. Sua Câmara do Rei foi bloqueada por caçambas pesadíssimas. Profanadores cavaram e, por baixo, esvaziaram essas caçambas, rachando o sarcófago. Pois bem, se a múmia de Quéops desapareceu, foi porque, simplesmente, seu túmulo foi saqueado. "Tudo o mais é bobagem", conclui Jean Pierre Adam.

Poço e sarcófago.
Imagem: Alberto Taveira, intervenção sobre imagens de www.chez.com & www.chez.com

O egiptólogo relembra ainda os inconvenientes provocados por Gilles Dormion, em 1986, quando, após realizar uma perfuração objetivando descobrir um esconderijo secreto, encontrou apenas areia. O fracasso dos 'amadores' alegrou bastante os profissionais, comentou Adam. O próprio Gilles Dormien reconhece que este primeiro estudo carregava, em si, muitos "pecados de juventude". Lembra, porém, que o próprio Dr. Hawass perfurou uma galeria, sem muito sucesso e que, portanto, não aceita ser chamado de "amador". Depois da descoberta de 1986, ele deu continuidade a seus trabalhos, "de modo muito discreto", pagando suas despesas como turista. Posteriormente, com autorizações oficiais, retornou a sítios menos conhecidos como, por exemplo, o da pirâmide de Meïdoum. Ali, descobriu duas câmaras invioladas (Le Monde, 12 de abril de 2000), recuperando sua credibilidade.

Lamenta porém que, após a nomeação de M. Hawass, "o diálogo se interrompeu". Será que possível retomá-lo neste mês de setembro em Grenoble, por ocasião do IX Congresso Internacional de Egiptólogos, onde ambos devem encontrar-se ?


Como construir uma pirâmide ? E como desconstruir uma "pinimba" ?
Imagem: www.jecris.com

Cortezia da Revista "ViverCidades" www.vivercidades.org.br

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