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Veja em "Cultura" um dos bairros mais antigos da cidade de São Paulo.
História do Brasil, São Paulo e do Bairro (recomendadas para pesquisa escolar).

 
Entrevista
 
 


O artigo abaixo editado é uma cortesia da Revista "ViverCidades"

A CASA É UM REFÚGIO PARA A MENTE
Kazuyo Sejima
05/07/2002

Com este título, o suplemento Babelia do jornal espanhol El Pais publicou, em 15/06 p.p., uma interessante entrevista com a arquiteta japonesa Kazuyo Sejima, de 46 anos e maior estrela da nova geração nipônica. Ela, com seu sócio Ryue Nishizawa, está projetando a ampliação do Instituto Valenciano de Arte Moderna e declara que seu único herói é Rem Koolhas. Veja abaixo alguns trechos dessa entrevista ou acesse a versão completa em www.elpais.es/suple/babelia/articulo.html.

* * *

Você trabalhou com Toyo Ito. O que herdou dele ?

Aprendi a converter uma idéia em um edifício, algo fundamental para um Arquiteto.
Para mim, a Arquitetura são edifícios, por isso o que fica no conceito ou na idéia e não se materializa, me interessa menos.
Ito era capaz de resolver muitos problemas e, mesmo assim, manter o conceito do projeto.

Como arquiteta, você está mais interessada em fazer perguntas que em construir certezas. Por quê ?

Vivemos uma época de incertezas, o mundo caminha para uma necessária convivência de idéias, povos e costumes muito diferenciados e, nesse contexto, a Arquitetura não pode ser inflexível.
Deve ser adaptável, incerta e dinâmica.
Entretanto, há necessidade também de idéias poderosas capazes de refazer cidades caóticas.
Os Arquitetos devem trabalhar para produzir esses dois tipos de edifícios: os mutantes e os potentes.

Você acredita que questionar o funcionamento dos edifícios possa produzir conseqüências que vão além da Arquitetura ?

Não acredito em nenhum tipo de hierarquia, nem nas arquitetônicas, nem nas sociais, nem nas construtivas, nem nas que organizam o interior das habitações.
Isso faz parte de uma herança que temos o direito de questionar.


Casa na Floresta, em Tateshina, Nagano, Japão, (1994).

E como a questiona ?

Não sendo dogmática com meus edifícios. Nem sempre a melhor fachada é aquela com grandes aberturas mas, para certos edifícios sim, o vidro é o melhor.
É tão importante proteger do frio quanto do ruído.
A sala não tem que ser o centro da casa.
A privacidade não deve ser buscada apenas nos dormitórios.
Me interessam os espaços que funcionam como local de reunião e, simultaneamente, como locais em que se possa ficar só.
Me interessa conseguir intimidade em um espaço compartilhado. Afinal, a casa é isso.

No entanto, algumas de suas residências foram tachadas de inumanas.

Sim, porque eram fechadas para o mundo exterior, já que os donos da casa o consideravam hostil.
A relação com o exterior é importante mas a intimidade também é.
A casa é um refúgio, não apenas do corpo, mas também da mente das pessoas.


Casa na Floresta, em Tateshina, Nagano, Japão, (1994).

Cortezia da Revista "ViverCidades" www.vivercidades.org.br
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