Anuncie

Fale Conosco

Home

Quem Somos

Sala de Bate Papo

Veja em "Cultura" um dos bairros mais antigos da cidade de São Paulo.
História do Brasil, São Paulo e do Bairro (recomendadas para pesquisa escolar).

Voltar
Descobrimento do Brasil - parte I
Pedro Alvares Cabral, Portugal e Europa antes do descobrimento
 

Pedro Alvares Cabral - nasceu em Belmonte, Portugal em 1467 ou 1468. Era filho de fidalgos que ficaram famosos nas
lutas contra "Mouros" e "Castelhanos". Dele disse o escritor 'João de Barros" - "Homem de muitos primores, acerca de
pontos de honra". É pouco o que se sabe de sua vida antes da descoberta do Brasil.
 
Não se preocupava com proezas históricas, de volta da descoberta do Brasil e de sua missão nas Índias,
ainda foi convidado pelo Rei para nova viagem.

Mas teve um desentendimento quanto ao comando da esquadra e renunciou.
Dele não se ouve falar daí em diante.
Voltou à vida familiar. Nobre e pobre morreu em 1520, sem ter nenhuma idéia da grande nação que ajudara a nascer.

__________________________________________******________________________________________

Na verdade o Brasil foi descoberto por causa de uma revolução, que começou uns 300 anos antes de "Cabral".
Teve como protagonistas centrais comerciantes, artesãos e banqueiros.
Suas sedes foram os pequenos núcleos urbanos que, por sua posição estratégica, puderam sobreviver à estagnação
econômica da Idade média.
O sistema feudal, predominantemente rural, tinha tirado das cidades a função de núcleos comerciais. A Europa Cristã era
dividida em pequenos territórios
. Esses territórios, os feudos, eram governados por senhores que detinham o poder militar. Apenas os nobres feudais, podiam utilizar armas.
Os senhores feudais cobravam impostos, cunhavam moedas, chefiavam seus exércitos particulares e exerciam a justiça,
se alguém era culpado ou não de algum crime.
Éram chamadas monarquias cristã européias, que durante a idade média perdurou de 476 - 1453, foi a centralização do
poder nas mãos dos reis cristãos da Europa e o surgimentodo Estado moderno.Durante dois séculos da idade média, a
europa Feudal se expandiu, novas terras foram desbravadas e colonizadas, a população cresceu, tornou-se necessário
aumentar a produção de alimentos. As fronteiras foram ampliadas e a mais importante foi a fronteira interna: pantanos,
brejos e florestas foram ocupados.

Então o comércio entre cidades quase que não existia, e cada feudo produzia o que pecisava para a subsistência de seus habitantes.
Quanto a éssa revolução do comercio, Portugal e Espanha não participavam, e como poderiam expandir-se ante a muralha representada de um lado pela liga Hanseática e de outro pelas ligas Italianas?
E quando os Turcos tomaram Constantinopla, em 1453, o bloqueio ficou completo.

Mas Veneza, amalfi, Genova e Nápoles puderam continuar, pela via marítima, o processo de trocas, principalmente com a
antiga capital do Império Romano do Oriente, Bizâncio, então chamada de Constantinopla e onde comerciar não era atividade
vista com maus olhos como no Ocidente.

Formaram-se então dois eixos: no sul da Europa os italianos monopolizavam o comércio com o Oriente e traziam especíarias importantes, assim como o cravo, gengibre, noz-moscada, pimenta, etc..
Na Europa central e setentrional, mandava a liga Hanseática - associação econômica e política das cidades do norte da
Alemanha, rainha dos mares norte-europeus, desde o século XIII.

O crescimento das cidades com o comércio reforçou a importância do comercio e também a importância das cidades do norte
da Itália
, de onde partiam caravanas de mercadores rumo à Europa Central, chegando ao Mar do Norte e ao Báltico, onde outras
cidades, geralmente portuárias, se encarregavam de distribuir os produtos recebidos.

Os comerciantes das cidades (burgos) européias, enriqueceram graças às cruzadas contra os "infiéis" mulculmanos, que intensificaram o comércio com o Oriente.
A riqueza gerada
pela burguesia foi papel desícivo na luta entre feudais e a monarquia.
Então a burguesia se aliou à monarquia contra os senhores feudais.
Como resultado do surgimento do Estado moderno que uma das principais características dos tempos modernos (1453-1789) foi a centralização do poder, nas mãos dos reis cristãos da Europa e o surgimento do Estado moderno, com a figura do rei, os poderes que antes pertenciam aos senhores feudais.
O Rei cobrava impostos, mantinha exércitos permanentes, administrava a justiça e cunhava a moeda.
As inovações na arte da guerra com a utilização do canhão e de armas de fogo, exigiam exércitos mais bem treinados e diciplinados que os de cavalheiros medievais e estes nãotinham como pagar os custos da guerra.

Para Portugal e Espanha, poderem expandir-se no comércio só havia uma saida: contornar os obstáculos, descobrindo novos caminhos para o Oriente e fixando novos centros de comércio.Isso levaria a uma baixa do preço das especíarias no mercado
europeu e a peninsula ibérica. Poderia por fim entrar na dança das relações comerciais, em passo de igualdade. É o que acabou acontecendo e é ai por diante que o Brasil entra na hístória.
Portugal tinha até uma situação previlegiada com um território pequeno debruçado sobre o Atlantico, indicando como se fora de propósito, um destino marítimo à nação portuguesa.
Mas havia problemas políticos internos a serem resolvidos, ou seja, sessar a constante luta contra Castela. O reino de Portugal, conquistou sua independência de Castela em 1140.
Em 1385, João de Avis assumiu o trono português com o apoio da burguesia comercial de Lisboa e a dinastia de Avís, assegura por fim a independência.
Os reis de Castela tentaram impedir, mas foram derrotados na batalha de Aljubarrota.
Portugal tornava-se definitivamente independente.

Expanção Atlantica (motivos)
Na época havia uma nessecidade de alimentar uma população cada vez maior que vinha se expandindo com a Europa Feudal.
Outro motivo é que com a expanção comercial do final da idade média, estimuladas pelos cruzadas, exigia metais preciosos, como meio de troca, assim como o ouro e prata, os europeus haviam retomado as trocas comerciais com os reinos
mulçulmanos, do Oriente Médio.

A partir desse momento da independêcia, os reis portugueses, selaram uma aliança com a Inglaterra, voltaram as costas para o continente e se lançaram à conquista dos mares.
Os cinco filhos de D. João I, principalmente o infante D. Henrique, o navegador, transformaram portugal na principal potência marítima da Europa na época.
Em 1415, a ocupação Portuguesa da Praça de Celta, no norte da Africa, visava controlar o fluxo, do ouro proviniente da Africa
Central.
Houve também descoberta de minas de prata na Europa Central, que também contribuiram para aumentar a quantidade de moedas que circulavam, nos pricipais centros comerciais, da Europa Cristã.
Em 1431 surgem expedições portuguesas nas ilhas dos açores, descobertas um século antes.
Em 1434 é transposto o cabo Não (ou Bojador), ponto importante da costa africana.
No reinado de D.João II em 1481, é que iriam começar as grandes saidas marítimas.
Possuindo agora então razoável técnica de navegação e sabendo usar a caravela, que permitia navegar até contra o vento, os potugueses, passam a explorar a costa ocidental da Africa.
Seus objetivos éram o ouro e escravos.

Sob o comando de Bartolomeu Dias, chegam até o ponto extremo do continente africano.
Contornando o cabo das tormentas, que o rei o batiza a propósito de Boa Esperança.
Daí às Indias, pela rota marítima é quase um pulo. Tanto foi que em 1498, Vasco da Gama chega a Calecute.
Os descobrimentos do fim do século XV e início do XVI, ampliaram espaço geográfico dos Europeus e povos que se desconheciam, entraram em contato.
(A história do Brasil, está intimamente vinculada, aos acontecimentos, que marcaram o inicío dos tempos modernos.)
O capitalismo comercial da Europa, aproveitou a expanção ultramarina e troxe para a Europa, novos produtos e oportunidades
de investimentos. Os estados nacionais se fortaleceram ainda mais, com a formação de impérios coloniais ultramarinos e
visava aumentar a recadação de impostos da Coroa e enriquecer as monarquias nacionais.

Mas as mudanças, não aconteceram da noite para o dia. A modernidade não atingiu a todos os países da Europa ao mesmo tempo.
A maior parte da população dos reinos cristãos europeus, ficou às margens das inovações.
A maior parte de seus habitantes continuou morando no campo.
Os novos tempos troxeram a intolerância e a persiguição dos defensores das doutrinas religiosas da reforma e filosófica do renascimento.
Houve a degradação das populações submetidas pelo poder militar europeu, sobretudo nos impérios coloniais as americanas e africanas.

Os povos da África e da América, foram os primeiros a serem submetidos pelos europeuse suas armas de fogo.
Em nome do comércio e do lucro, populações de africanos foram escravizadas e milhões de habitantes americanos, foram dizimados nas minas e plantações do "Novo Mundo".

(Muitas das contradições que vivemos atualmente, são frutos desse momento histórico.)
A mentalidade dos povos na época da expanção.
As vêzes se torna dificil de imaginar como éram as cidades e suas localizações, o meio
de transporte, o comércio, e o modo
de ser e pensar das pessoas na época, pois vivemos hoje tão diferente da época, assim como na educação e cultura e as
cidades que nem se comparam com as da época. Mas basta imaginar uma selva sem fim, com uma pequena cidade aqui e
outra ali, e aos redores trabalhadores do campo, com caminhos entre a floresta que levavam a outras cidades, com grandes caminhadas as vêses de dias e pequenas cidades nas encostas do mar um havia pequeno porto estimulado ao comércio.

(Hoje jamais teriamos a coragem de escravizar alguém, mas muitas das coisas erradas que vimos, entendemos que os
povos de hoje, não tem culpa dos acontecimentos passados, assim como o que aconteceu aos negros, indios e povos
de diferentes nacionalidade, que sofreram com a guerra passada). (Equipe do Site)


A religiosidade estava no ar que respiravam os homens do século XVI. O medo as crendices, a supertição, a religiosidade excessiva faziam parte dos homens dos descobrimentos.
Tinham uma visão ao mesmo tempo mística e pagã, religiosa e profana.
Seu mundo éra movido, pelas forças ocultas, com forças benéficas e malígnas, entre Deus e o demonio. Suas vidas éram bem definidas por essas forças. Pensavam eles - O poder humano provinha de Deus, e a discussão sobre esse ponto provocou enormes conflitos durante a reforma e a contra-reforma.
A moderna ciência da natureza, caminhava devagar e seus adpetos éram perseguidos pela inquisição. A razão e o espírito
crítico eram exceções.
Os "milagres" explicavam quase tudo, eram citados a propósito de tudo : Os livros e folhetos populares, falavam dos sinais celestes, de acontecimentos notáveis e de animais terríveis. A Europa saia da idade média, de seus feudos e castelos
fechados e descobria um novo mundo, imenso, complexo, com outros valores e modo de vida. Fruto dessa ignorância, eram
os livros e lendas com animais horrendos - Os bestiários - que povoavam os mares e as terras desconhecidas -
O Brasil seria uma dessas regiões povoadas por seres humanos sem cabeça ou com um só enorme pé.
Também havia a idéia de uma terra de Santa cruz dominada pelo diabo, provinda ao lado da visão do paraíso, da Nova Canaã, do jardim do Éden, do Eldorado. Já na antiguidade os egípcios e grecos, ensinavam que a Terra era redonda, que existiam
ilhas e terras ainda desconhecida.
Durante a idade média essas teorias foram esquecidas, dando lugar a lendas fantásticas sobre o desconhecido. Acreditava-se que a Terra era plana, que os mares era ferventes habitados por serpentes dragões gigantescos e monstros terriveis. No inicio da idade moderna, os Europeus começaram a procurar uma rota que os levasse diretamente ao Oriente e assim os comerciantes procuravam evitar os intermediários árabes e turcos que encareciam o preço dos produtos orientais.

Os portugueses
foram os primeiros Europeus a se aventurar rumo ao desconhecido, em busca da rota que os levaria ao oriente. Nessas expedições os portugueses contavam com o conhecimento técnico de navegar, assim como os portulanos, bússolas e caravelas. (Os portulanos éram uma espécie de roteiro que os navegadores descreviam os pormenores das costas marítimas, que frequentavam ou descobriam) Com esses recursos os europeus conheceram todo o planeta que é um dos acontecimentos mais importantes de nossa hístória.
A partir desse momento a história da Europa se confundiu, com a hístória do mundo.
Cronologia:
Em 1415 - ocupação portuguesa da Praça de Ceuta, no norte da Africa.
1418 - Bartolomeu Perestrello (sogro de Colombo), descobre as ilhas de Porto Santo.
1419 - No sul de Portugal, o infante Dom Henrique de Avis, funda a escola de Sagres, primeiro centro de pesquisas marítimas e cartográficas do mundo.
1420 - Navegadores portugueses chegam até a ilha da Madeira.
1431 - Portugueses chegaram ao arquipélogo dos Açores.
1450 - Nascimento de Cristovão Colombo.
1453 - Tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos.
1488 - Bartolomeu Dias contorna o cabo das Tormentas, rebatizado de cabo da Boa Esperança, no extremo sul do continente africano.
1492 - Cristovão Colombo aporta em várias ilhas do mar de Caribe (pensando que havia alcançado as Índias, navegando ao oeste) 1494 - Assinatura do Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Castela (Espanha).
1498 - Vasco da Gama chega à Índia.
1500 - Armada de Pedro Álvares Cabral, que partiu rumo à Índia, avista a terra de Santa Cruz.
1521 - O conquistador espanhol Hernán Cortés, submete o império asteca, sobre as ruinas de tenochtitlan, constroi a cidade do México, capital do vice reinado de Nova Espanha.
1535 - Francisco Pizarro, submete o ímpério Inca e funda a cidade de Lima, capital do vice-reinado do Peru.

Descobrimento espanhois:
A Espanha se preocupava mais em expulsar os Mouros de Granada e estender seus interesses em Nápoles e Milão e sem contar com a experiência nautica de Portugal, tornou-se dona de imenso império ultramarino, graças a ousadia e perseverança de Cristovão Colombo Nascido e Genova por volta de 1450, Cristovão Colombo se estabeleceu em Portugal e casou-se com a filha de Batolomeu perestrello e se instalou na ilha da madeira, onde entrou em contato com a ortografia e navegadores portugueses.
A partir de então acreditou-se que seria possivel chegar ás Índias navegando rumo ao poente. Depois de apresentar seu plano a várias cortes, recebeu o apoio de Isabel de Castela, que o nomeou de "grande almirante de Castel" e "vice rei de todas as terras que descobrisse". Em 1492, Colombo zarpou de porto de Palos, no sul da Espanha com três caravelas : Santa Maria, Pinta e Nina.

Em 12 de Outubro depois de navegar muito ao rumo do desconhecido, Colombo acreditou ter chegado às Índias.
A noticia se espalhou por toda a Europa e Colombo recebeu auxilio da rainha Isabel para retornar às ilhas descobertas. Colombo realizou mais três viagens: em 1493, 1498 e 1502 .
Na ultima viagem atingiu as costas da Colombia e da Venezuela, morreu em Valladolid (espanha) em 1506, certo de
que havia descoberto um novo caminho para o Oriente. Tratado de tordesilhas: Antes da viagem de Cristovão Colombo, as coroas de Castela e Portugal discutiam quem tinha o direito sobre os territórios e as ilhas llhas descobertas no Atlântico.
Em 1454 o Papa Nicolau V, reconheceu que Portugal tinha o direito exclusivo, de explorar e comerciar na costa ocidental da Africa. Dois anos após, o Papa Calisto III confirmava esses previlégios à coroa de Portugal.

Mas em 1475, a rainha Isabel I de Castela, manifestou o desejo de participar também desse comércio. O rei João II de Portugal não concordou com isso. Iniciaram-se negociações para resolver a disputa. Essas negociações termiram com a assinatura do "tratado de tordesilhas". Após a primeira viagem de Colombo, Portugal ameaçou enviar uma frota naval às terras descobertas pelo genovês.
A Espanha então propôs que os dois reinos, descutissem um acordo sobre as terras a descobrir. O Papa Alexandre I , árbitro dessa disputa, fixou o limite de Portugal e Espanha, assinado em 1494. O acordo determinou também que os habitantes das terras descobertas se tornassem fiéis servidores de Deus. Foi nesse sentido que a conquista dos habitantes americanos assumiu uma nova cruzada contra os pagãos.
A unificação dos dois impérios sob a coroa espanhola, perdurou até 1640.

Obs: pela indicação acima em cores está os impérios coloniais da Espanha e Portugal, que foi até 1580. (em laranja pertence a
Espanha e em verde a Portugal).

Seis anos depois de assinado o tratado, a esquadra de Cabral chegava às costas do Brasil.
Alguns estudiosos, afirmam que o rei de Portugal, sabia da existência das terras do ocidente.
Cabral éra o capitão-mor da esquadra, seu posto éra militar, nada tinha com a navegação, cujo comando estava entregue a pilotos
e mestres.
A esquadra éra composta de treze navios e a segunda pessoa de importância éra "Sancho Tovar".

Mas havia pessoas importantes em cada navio, fidalgos e alguns já famosos, como Bartolomeu Dias que dobrou o Cabo da Boa das Tormentas, dezesseis religiosos, dirigido pelo superior franciscano " Frei Henrique de Coimbra", funcionários de várias categorias e entre eles o escrivão "Pero Vaz de Caminha" e também um cientista e físico "Mestre João" especialista em sol, lua, estrelas e assuntos astrônomicos.A frota partiu de Lisboa em Março de 1500 e o ponto de partida se deu na torre de Belem.

Seu destino conhecido seria "Calecute" nas Indias e aí é que começa as dúvidas: Será que atrás do objetivo oficial da viagem, não havia outro secreto? pois o objetivo éra a de consolidar a influência da coroa de D. manuel, através da missão diplomatica
e sem dúvida também militar.
O fato é que a rota foi desviada "para evitar as calmarias" que impediriam a viagem, como dito num documento. Ou de propósito para chegar às novas terras?Enfim a verdade é que a frota tomou rumo a sudoeste, para longe da costa africana.Conforme carta de Pero Vaz de caminha (isso pode ser) após alguns dias de viagem, sem haver tempo forte, "perde-se a caravela de Vasco de Ataíde".
Procuraram por dois dias e nada, e cabral decide prosseguir por aquele longo mar afóra.
A data oficial é 22 de Abril de 1500.
Os portugueses não confundiram como Colombo, o novo continente com as Indias. Imaginavam tratar-se da ilha "Brasil", que aparecia nos mapas herdados da idade média.
Mas a fortes indícios, de que os portugueses haviam estado no Brasil em 1498, numa expedição que participou, o nobre navegador e Diplomata, Duarte Pacheco Pereira.
(ele participou na esquadra de Pedro Alvares Cabral, em 1500) .Em qualquer hipótese, já havia portugueses no litoral brasileiro, como o famoso "bacharel de cananéia" e talves João Ramalho com sua família indigena.
E então assim se conta a história, que no ano de 1500, a armada de Pedro Alvares Cabral que partira de Portugal rumo à India, avistou a ilha de Vera Cruz.
Posteriormente, verificaram que a ilha éra um continente, que chamaram de Terra de Santa Cruz.
No dia 22 de Abril, os marinheiros avistaram um monte e como éra dia de Páscoa, deram o nome de "Monte de Pascoal".
No dia 23 de Abril, a esquadra se aproximou da costa e alguns marinheiros desembarcaram.
No dia seguinte, a esquadra lançou ancora num local e chamaram de "Porto Seguro".
Cabral deu ordem de reunir todo mundo, e combinou com seus capitães qual seria a melhor forma de pôr os pés no território novo.
O primeiro que desceu à terra, foi o capitão "Nicolau Coelho" e havia habitantes a espera-lo.
Eram os indigenas, e não houve luta; a amizade marcou o primeiro contato, houve troca de brindes.
Tudo ficou por isso mesmo e como o mar estava encrespado a expedição foi buscar outra pousada.

No dia vinte e quatro, a frota começou a seguir, mais para o norte, em busca de lugar mais protegido e onde fosse possivel arranjar agua e lenha.
Abrigados dias depois num porto bom e seguro, retornaram os contatos culturais com os indigenas.
E através do piloto "Afonso Lopes", mesmo sem saber a lingua dos indigenas, consegue fazer contato com os indios e dois deles sobem a bordo.
O espanto é recíproco, os europeus ficam boquiabertos de verem os indigenas com os labios inferiores perfurados por um osso e os indigenas ficam espantados ao se defrontarem com cabral sentado como bom fidalgo e com um colar no peito de ouro
e também com uma galiha e não se comportaram muito bem, pois segundo a regra de etiqueta ocidental, provaram da comida e o vinho e jogaram fora.

Com gestos se conversavam e deram a entender, que existe ouro e prata no continente.
A existência de ouro seria um bom pretexto para continuar os contatos com os indigenas.

(bibliografia de: Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopes, com alguns testos retirados
da enciclopédia "Editora Abril" "Conhecer" Volume II )

Clic aquí p/ seguir a história

Página principal