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Veja em "Cultura" um dos bairros mais antigos da cidade de São Paulo.
História do Brasil, São Paulo e do Bairro (recomendadas para pesquisa escolar).

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História do Brasil II
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A primeira colonização.
 

 

E assim segue a história: Pedro Alvares Cabral, teve o cuidado de presentear os indios, e os indios agradecidos, forneceram agua potável às embarcações.

Num domingo a 26 de Abril, Frei Henrique de Coimbra, resa a primeira missa em terras brasileira. No dia 1º de Maio, Cabral manda fazer uma grande cruz e a manda implantar ao chão para servir de marco da soberania portuguesa e é feita a segunda missa, assistida por todos e mais os indios presentes.
O ambiente cordial, entre os nativos, continua até a partida da expedição.
Conforme a reportagem de "Caminha" : Gente de tal inocência, que se nos entendessemos, seriam logo cristãos, porque não tem segundo parece, nenhuma crença".

Cabral então decide prosseguir viagem, porém com um menos naviu, a comando de Gaspar Lemos, a fim de levar ao rei em Lisboa, a noticia da descoberta.
O resto da expedição, segue com Cabral para as Indias.

Nem o rei e nem os navegantes naquela época, puderam ter idéia do grande mundo novo descoberto.
(testo acima extraido da encicoplédia "Conhecer")

O principal interesse dos portugueses, estava no Oriente e o caminho das indias, foi o mais lucrativo no início da descoberta das américas e por isso não davam muita atenção à descoberta.
Mas logo após o descobrimento, Portugal manda duas expedições para reconhecimento:
Em 1501, uma expedição comandada por Gaspar de Lemos, percorreu o litoral do Brasil, e deu nomes a vários golfos, cabos e rios e o navegador florentino, "Américo Vespúcio", participou dessa navegação.
Logo então os portugueses, que as novas terras éram ricas em "pau brasil".
Uma madeira tintorial, utilizada em acabamento de tecidos de lã na inglaterra e sobre tudo nos paizes baixos.
A extração da madeira, tornou-se a principal atividade e o comercio de aves exóticas, também era muito lucrativo.

Em 1503, outra expedição, agora sob o comando de Gonsalo Coelho, trouxe novos
interessados no comércio do pau-brasil. Nessa expedição, fundaram a feitoria de Cabo frio, no atual estado do Rio de Janeiro.

Para proteger esse patrimônio contra o assédio dos piratas, principalmente franceses e ingleses que haviam sido excluidos do acordo de tordesilhas com os espanhois, Portugal se viu forçado a organizar um sistema de defesa.
Em primeiro lugar, teve de contar com a boa vontade dos habitantes locais.
A aliança com as tribos nativas teve o papel importantissimo no estabelecimento de feitorias na costa brasileira.
Nesse sentido, todos os europeus que participavam da extração de pau-brasil, utilizaram o mesmo mecanismo.

Foi a primeira intervenção européia nos assuntos dos nativos.
A partir desse momento, os europeus começaram a participar das guerras intertribais, na maioria das vezes aproveitando-se dos conflitos locais em beneficio próprio:
-Os franceses se aliaram aos tupinambás.
- Os portugueses se aliaram aos tupiniquins.
A interferência dos europeus nas questões internas dos indios, intensificou as lutas entre as tribos inimigas.

Em 1516 foi instituida uma armada para correr a costa e proteger as plantações, engenhos, vilas, portos de carregamento de pau-brasil.
Em 1526 uma expedição, sob o comando de Cristovão Jaques estava encarregada de perseguir e afundar navius franceses.
Nessa expedição, foi fundada a feitoria de Itamaracá, no litoral de Pernambuco.
Organizava-se o embrião do império colonial português de ultramar, cuja defesa, a partir de 1526, contava com a proteção de cinco armadas.
- A do estreito de Gibraltar,
- A do litoral metropolitano,
- A das ilhas adjacentes,
- A do golfo de guiné e
- A do Brasil
De 1500 a 1530 os portugueses exploraram o litoral brasileiro e não fizeram nenhuma colonização.
Na Inglaterra e nos países baixos, os tecidos de lã eram tingidos com uma substância extraida o pau brasil.
O nome da nova terra em que também abundava tal madeira, "Brasil" , provém daí.
Os "brasileiros" eram aqueles homens (nativos), que meio perdidos, por estas praias no século XVI, viviam nos entrepostos litorâneos ao longo da costa, descarregando naus com mercadorias da Europa e carregando-as com pau-brasil, muitas vezes cortados pelos nativos, em troca de bugigangas.

Esse comércio éra disputado por vários países europeus, que haviam sido excluidos do tratado de tordesilhas.

Para defender as suas terras contra os piratas ingleses e franceses, que visitavam regularmente as costas do Brasil, em busca do pau-brasil, Portugal teve que contar com a boa vontade dos habitantes locais (nativos).
A aliança com tribos nativas, teve papel importantissimo, no estabelecimento das feitorias na costa brasileira.
As feitorias eram tipo de armazém fortificado, a partir do qual os portugueses realizavam o comércio com os habitantes da terra.
Todos os europeus que participavam da extração do pau-brasil, o faziam da mesma forma: instalavam suas feitorias.

Em 1530 a expedição de Martim Afonso de Souza, cuja missão éra de percorrer acosta, expulsar franceses, criar núcleos de povoamento e defesa e estender o domínio português até o rio da Prata, inaugurou o sistema de donatárias ou capitânias hereditárias.

Em 22 de janeiro de 1532, Martim Afonso de Sousa, fundou a vila de São Vicente,
no litoral do atual estado de São Paulo, por ordem de D.João III.
São Vicente foi o primeiro povoamento estável fundado por colonos portuguêses no litoral do Brasil.
Lá plantaram-se canaviais e iniciou-se a criação de gado.

Apesar da proteção, os estrangeiros continuavam visitando as costas do Brasil.
Para evitar isso, os portugueses a partir de 1530, optaram pela colonização.
Além disso os os estrangeiros no Brasil, poderia representar uma séria ameaça ao caminho
das indias, visto que a rota para o Oriente, se tornariam extremamente vulneráveis aos piratas estrangeiros, estabelecidos nas costas do Brasil.

Foi então, que em 1534 a coroa portuguesa, instituiu o regime de capitânías hereditárias, ou donatárias, para promover a colonização do Brasil.
Este sistema consistia na entrega a particulares de extensões de terras pela coroa.

A costa do Brasil, do Amazonas a São vicente, foi dividida em quinze extenções de terra."capitânias hereditárias", assim chamadas porque os doze portugueses que as receberam podiam deixa-las como herança ao filho mais velho.
Apezar disso a colonização do litoral do Brasil, não se deu de forma imediata.

As quatro capitanias que ficavam mais ao norte, não foram ocupadas no século XVI.
Das restantes, apenas a de São Vicente e Pernambuco, deram certo e experimentaram um crescimento populacional e econômico relativamente importante.

Abaixo São Vicente, a primeira Vila.

Nesta pintura a óleo de Benedito Calixto, realizada em 1.900, existente no museu Paulista/USP, nota-se a presença dos habitantes locais, assistindo a distância, a posse das terras que éram suas.

A formação social aqui no Brasil, se inicia com três elementos básicos.
O português, que se faz dono das terras, do gado e dos engenhos que manda construir.
O amerindio, ou seja, o habitante local que foi escravizado e teve papel decisivo na montagem da empresa colonial.
E o escravo africano, negro, que é comprado ou caçado, nas costas africanas de Guiné e em seguida do Congo e Angola.

Como vimos a coroa portuguesa utiliza no início o sistema de descentralização administrativa com as capitanias hereditárias (1534).
Mas depois se utiliza da Centralização em 1549, com a criação do governo-geral em
que teve na "Companhia de Jesus" um poderoso braço auxiliar para a "colonização das almas".

Dentre seus soldados destacaram-se "Manuel da Nóbrega" que chegou ao Brasil junto com o primeiro governador-geral, Tomé de Souza e José de Anchieta.

O Brasil também foi uma terra de degredados, lugar onde a coroa portuguesa, enviava os "fora da lei", como o poeta "Gil Vicente" (1470-1536) revela em seus "
Autos"

Os donatários que receberam terras no Brasil, eram nobres portugueses sem muitos recursos.
A "coroa" lhes concedeu a árdua tarefa de povoar e defender as terras em troca de alguns previlégios:
- fundar vilas e cidades e lhes conceder direitos municipais;
- distribuir sesmarias, ou seja, conceder extenções de terras a colonos;
- aplicar pena de morte sobre os escravos, pagãos e cristáos pobres;
- lançar impostos sobre determinados produtos, exceto os que eram monopólio da coroa;
- nomear funcionários e administrar a justiça; e
- autorizar a construção de engenhos e receber um décimo da produção do açucar e da pésca.

Apesar de todos os previlégios, os donatários não tiveram muito sucesso.

Muitos não contavam com dinheiro suficiente para instalar engenhos.
O aguerridos habitantes da terra (indios) não davam trégua aos colonos.
Muitos donatários nem chegaram a tomar posse da sua terra.
Outros perderam tudo o que tinham.
Foi por causa disso, que a coroa decidiu resgatar os titulos, que haviam concedido
e tomar a iniciativa de colonização.
Em 1532, Martim Afonso de Sousa,
tornou-se o primeiro donatário da capitania de São Vicente.
No mapa abaixo podemos ver as primeira vilas fundadas pelos colonizadores no litoral do Brasil.

A maioria não resistiu aos ataques dos habitantes nativos, perdeu familia, seus bens, e alguns morreram na empreitada e outros nem sequer conseguiram dinheiro para viajar.

Aqueles que obtiveram recursos, seja junto a coroa ou de comerciantes e banqueiros particulares, dedicaram-se imediatamente à produção de um genero tropical e muito apreciado na Europa: O açucar.
Graças a ele o litoral de Pernambuco, Ilhéus e Porto Seguro e a própria capitania de São Vicente prosperaram.
As demais foram abandonadas.
Haviam também
povoados que surgiram ao acaso. Náufragos e fugitivos portugueses se casaram com mulheres das tribos de ameríndios, junto com seu descendentes mestiços, povoaram várias locadidades da colônia.

Em 1549, a coroa readquiriu os direitos do donatário da capitania da Baia de todos os Santos e assumio as despesas de colonização.
Para lá enviou o seu primeiro governador-geral Tomé de Sousa e fundou a primeira cidade e capital do Brasil: Salvador.

A divisão do litoral em capitanias e a instalatção do governo-geral na Bahia, provocaram a vinda de milhares de colonos portugueses ao litoral do Brasil.
Éssa imigração alterou o relacionamento existente entre os colonos portugueses e os indios.
O resultado mais imediato
foi a escravização e a dizimação dos habitantes nativos do litoral.
Os colonos estabeleceram roças e precisavam de mão-de-obra, para cultivar suas terras e a solução pelos colonos foi a da escravização dos indios que habitavão o litoral.
De "bons selvagens" os indios viraram "selvagens irremediaveis, sem fé, sem rei, sem lei.."
Muitas vezes os colonos portugueses compravam os prisioneiros supostamente hostis e escravizavam os membros de sua familia .
Os escravos indios obtidos dessa forma eram chamados de "resgate". "Uma violência"

Junto com Tomé de Sousa, vieram seis padres jesuitas, encarregados de catequizar os habitanres da terra, chamados de gentios, e reformar os costumes dos colonos, entre os quais haviam uma grande parcela de degredados, pessoas condenadas ao exilío.
Iniciava-se uma nova etapa de povoamento luso-americana.

A partir de então, a coroa conseguiu manter seu domínio sobre o litoral do Brasil e expulsando os estrangeiros que efetuavam o embarque do pau-brasil.
Em 1567, o governador geral Mem de Sá expulsou uma colonia de hunguenotes franceses que haviam se estabelecido onde hoje é a cidade do Rio de Janeiro.

Em 1570, a coroa proibiu a escravização dos indios, permitindo apenas quando se tratava de prisioneiros feitos nas incursões contra tribos hostis, a guerra justa e indios canibais.
"mais violência"

O aumento das guerras e a introdução de doenças européias como a variola
,
dizimaram boa parte dos indios que habitavam o litoral do Brasil.
De uma simples gripe, era capaz de matar milhares de habitantes locais.
Ao tempo da chegada dos portugueses, estima-se que éram mais de um milhão.

Os depoimentos da época são contraditórios.
"Pero Vaz de Caminha" (o escrivão da esquadra de Cabral) anotava em sua célebre carta de 1500: "o melhor fruto em que se pode tirar me parece que será salvar esta gente".
o padre José de Anchieta escrevia em 1563 que: "para este gênero de gentes não há melhor pregação do que a espada e a vara de ferro".
O Frances Jean de Léry, ao voltar para seu país, declara: "Lamento muitas vezes não ter ficado entre os selvagens nos quais observei mais franqueza do que em muitos patricios nossos com rótulos de cristãos".
Os indios que conseguiram sobreviver, fugiram para o interior e travaram uma resistência de séculos contra os conquistadores europeus.

Com a falta de braços para a lavoura, se fez sentir ainda mais com a introdução da lavoura da cana-de-açucar nos centros agricolas do litoral.
Na segunda metade do século XVI
, começaram a chegar os primeiros escravos africanos, provocando a intencificação do já existente tráfico de escravos com a africa ocidental.
Inicia-se uma nova etapa no desenvolvimento da colônia portuguesa na América.

Os grandes desafios enfrentados pelos primeiros povoadores europeus, foram a distância entre a colônia e a Metrópole portuguesa e a imensidão territorial a ser colonizada para assegurar as terras obtidas pelo tratado de tordesilhas (1494).
As comunicações eram poucas, difíceis e se complicavam neste meio hostil.
Os habitantes locais, os animais selvagens e insetos, doenças desconhecidas, além das conhecidas trazidas da europa, tudo isso tornava a vida por vezes insuportável.
As comunicações entre a metrópole e a colônia, eram feitas exclusivamente através de veleiros que demoravam, de dois a tres meses, para fazer uma viagem de ida, se os ventos eram favoráveis.

Nestas terras desconhecidas, embora de uma beleza e pujança formidáveis para as mentes dos primeiros colonizadores, deuse um curioso transplante de instituições portuguesas.
A principal foi a do governo municipal, com as câmaras.
Mas também o governo-geral, sendo o primeiro governador-geral Tomé de Sousa.

Outras instituições também vieram para cá, se transplantaram, como a Santa Casa de Misericórdia.
Mas também a igreja católica, a monogamia e a escravidão. Uma adaptação curiosa, que marcaria a indentidade do Brasil desde seus inícios.

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Obs: Breve prosseguiremos mais na história.