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Veja em "Cultura" um dos bairros mais antigos da cidade de São Paulo.
História do Brasil, São Paulo e do Bairro (recomendadas para pesquisa escolar).

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História do Ipiranga II
Obs: A história se divide em quatro Partes - Parte I A - Parte I B - Parte II - Parte III
 

História do Ipiranga - parte II

O bairro do Sacomã ficou famoso por ficar no Caminho do Mar. O sobrenome dos irmão Antoine, Henry e Ernest batizou o lugar.
A família chegou em São Paulo, vinda de Marselha, na França em 1886. Nessa época, a cidade crescia e se desenvolvia a construção civil.
Começava a construção do Museu do Ipiranga, com tijolos vindo de São Caetano do Sul.
Como os irmãos Saccoman eram de uma família de tradicionais fabricantes de cerâmica, montaram no local a Cerâmica Saccoman Frères.
A primeira fábrica foi instalada no bairro da Água Branca, mas a argila da região não era adequada. Mudaram-se definitivamente para o Sacomã, onde se formaram grandes lagos de pontos de retirada de matéria-prima.
A chácara da família ficava do outro lado e era uma construção de dois andares com 4 metros cada um e varandas que mostravam peças de cerâmica em meio a um jardim francês.
Em 1903, chegaram ao bairro os bondes elétricos e, anos depois, Rudge Ramos reconstruiu o Caminho do Mar, numa das primeiras grandes obras rodoviárias da região. Nasceram assim os pontos de pedágio com barreiras e arcos.
O primeiro, que marcava o Caminho do Mar, ficava justamente na frente do portão da fábrica, onde quase se formava uma única construção. (Início da Via Anchieta e fim da rua Bom pastor).

Logo depois disso, Antoine morreu e a família resolveu voltar para seu país de origem e
vender a fábrica, que se transformou em Cerâmica Ipiranga. Mas todos já conheciam o
local pelo nome, aportuguesado. Anos depois começou a construção da Rodovia Anchieta,
que começava exatamente no ponto onde foi feito o primeiro arco, na frente da fábrica.
A grande lagoa, da qual se retirava a argila, teve de ser aterrada em 1960, depois de
várias mortes por afogamento.


Imigrantes pioneiros,
atraídos pela quantidade de chácaras, sítios e pomares que podiam ser encontrados às dezenas na paragem ainda tão distante, deram à formação de troncos familiares que se perpetuam através dos anos.

As profissões arroladas, nesse mesmo censo de 1776, não eram muitas se considerarmos que o recenseamento restringiu-se somente ao "centro velho" de São Paulo (cidade dos paulistas, regiões que se estendia até o Guaré (ou Guarépe) também conhecida por Piratininga.) .
Pois regiões como o Ipiranga e outros bairros existentes ao redor da pequena vila não foram considerados, por motivos compreensíveis. Mas as mulheres não trabalhavam fora, nesse tempo, e por isso não podiam ser arroladas como profissionais.
Eis os números, o resultado do recenseamento:
Mercadores: 26 - Vendeiros: 10 - Boticários: 3 - Caixeiros: 6 - Estudantes: 4 - Alfaiates: 13 - Carpinteiros: 11 - Sapateiros: 8 - Cabeleireiros: 5 - Ouriveis: 3 - Pintores: 3 - Pedreiros: 2 - Ferreiros: 2 - Mineiros: 2 - Cuteleiros: 2 -

Percebe-se que nem todas as profissões das mais exercidas na época, estavam catalogadas.
Espalhados nas regiões longínquas, não censoriadas, devia haver muitos tropeiros, leiteiros, chacareiros, lenhadores, agricultores, sitiantes, e outros principalmente muitos ferreiros instalados à beira de estradas e caminhos, pois a condução existente era os cavalos e os veículos puxados por esses animais.


Os caminhos e as chácaras do Ipiranga

Os caminhos eram de suma importância para os moradores de São Paulo, praticamente éram isolados no planalto.
Em 1584, conforme consta em Ata da Câmara, pode ser observada a atenção que os responsáveis por esses trabalhos dedicavam a esse setor.
No dia 23 de Maio desse mesmo ano, a requerimento do procurador, o "Conselho" decidiu mandar limpar os caminhos das paragens "Hipirangua (Caminho do Mar), Ponte Grande, Virapoeira, Pinheiros", frisando que os moradores residentes "fora desse caminho serão obrigados a limpar os caminhos das pontes.

Quando esses foram feitos," o procurador do conselho requereu que se fizessem os caminhos e assinassem um homem de cada parte para aplicar os mais vizinhos a que se fizessem a assentarem que Jerônimo Rodrigues tivesse cuidado de aplicar e chamar a gente de Ubirapoeira / e Jeribatiba / Gaspar Fernandes os de Abrasava / e da parte de Piranga a Pedro Nunes / e da parte de Piqueri Gaspar Calaço "".


Esse trabalho de limpar ou conservar caminhos,
era tão importante que mesmo os assassinos, podiam livrar-se da forca se eles cuidassem.
João Pires o "Gago" , assassinou um índio e foi condenado á morte.
Para não sofrer a pena capital, ele mesmo fez uma promessa, de refazer a estrada de Cubatão a São Paulo. Com isso livrou-se do pelourinho.

Nas atas da Câmara estão registradas inúmeras citações referentes aos péssimos caminhos para regiões mais distantes, principalmente o Ipiranga que era passagem obrigatória para aqueles que se dirigiam a Santos e São Vicente e também para os que vinham de lá, ganhando maior importância quando se tratava da remessa de gêneros alimentícios tão necessários para a sobrevivência do povo paulistano, instalado no planalto e tão distante do porto.

Os que demandavam Santos e São Vicente, partido do Ipiranga ou passando por seus caminhos, davam preferência o uso do caminho do Mar desde seu início, naquele tempo com suas raízes na confluência das ruas Bom Pastor e sorocabanos (acerca de 100 metros o pai da Marquesa de santos, o Visconde de Castro era proprietário de uma casa de campo, demolida nos anos quarenta.) ; Havia outra alternativa, que era o caminho onde hoje se situa a Av. Nazaré, descendo por uma picada das redondezas da Av. Dr. Gentil de Moura, até atingir o Sacoman.

Início da AV. Nazaré (por baixo da AV. passa o Rio Ipiranga) - Ao lado esquerdo pertence ao Museu.

Para evitar a paludosa planície, nas seqüências das várzeas do Carmo, Glicério, a Câmara aprovou, em 1767, projeto que mandava abrir caminho para ligar a vila do Ipiranga passando pela "Chácara da Glória" e Lavapés, com princípio na igreja de São Gonsalo Garcia.

O trajeto entre "Lavapés" e a parte final da rua da "independência" era praticamente intransitável para veículos, na estação das chuvas, e mesmo os pedestres e cavalheiros tinham que contorna-lo pela a encosta do "Morro da Pólvora", (onde está instalado o Hospital Militar), entrando depois na estrada velha do Ipiranga (rua Ouvidor Portugal).

Em 1776, nas atas da Câmara, surge nova referência oficial determinando que se fizesse o caminho do "Piranga até o alto de São Gonçalo Garcia" .
A intenção evidentemente era evitar a região pantanosa nas proximidades dos rios Ipiranga e tamanduateí, que até agora sofre os impactos das enchentes.

Aqueles que se dirigiam ao Arraial do Curral Grande, além da vila Moraes e Taboão, e depois dali para Santo Amaro e São Bernardo, forçosamente teriam que passar pela estrada do Capitão Cursino, que anteriormente fora uma das "estradas de carro" por onde os tropeiros tocavam as boiadas.
Essas estradas eram velhas passagens de rudes aventureiros que tentavam encontrar ouro, e quando não conseguiam, para compensar a jornada traziam "Bugres" ou "Guaianazes" para vender aos fazendeiros que os escravizavam.

A estrada do Curral pequeno, atual AV. Nossa Senhora das Mercês, era assim chamada porque nela estava instalado um pequeno estábulo que se tornou conhecido por ser o único, naquelas redondesas, durantes muitos anos acrescida de outros com o correr do tempo, todos pequenos proprietários de gado e vacarias, instalados ao longo dessa passagem que ligava ao município de São Bernardo.
Mas havia um caminho, talvez o mais antigo de todos quantos houveram, já percorrido pelos índios com suas rápidas canoas muitos séculos antes dos primeiros brancos pisarem "terras americanas", o Rio Tamanduateí.
Gabriel marques, em seu livro "Ruas de São Paulo", conta que "ali havia um perfeito serviço de balsas, que tinham por tarefa ligar as margens do rio e proceder a todos os transportes fluviais, beneficiando o povo e o comércio.·".

No porto atracavam barcos, batelões e canoas, que portavam para o consumo do público mercadorias das roças ribeirinhas e , principalmente, material das olarias da fazenda dos padres, em São Bernardo.Continuando diz o escritor que "o Porto estava cheio de tropas com bruacas, portadora dos mais variados gêneros possíveis e ali também se viam compradores dos produtos da terra, escravos, sinhôs, moços e velhos, quituteiras, padres, sertanistas e os chamados" "brasileiros de Portugal".
Essa região, considerada importantíssima durante séculos por ser um escoadouro de gêneros alimentícios, com o correr dos anos, principalmente após a retificação do rio Tamanduateí, já que na década de 1920 começou a apresentar os primeiros sinais de progresso comercial, transformando-se posteriormente num dos maiores centros sul americanos de comércio de tecidos e armarinhos.

Dentro os inúmeros viajantes que visitaram São Paulo, no século XIX, alguns escreveram suas impressões sobre o " Bairro do Ipiranga", descrevendo as viagens até a longínqua paragem.

Lomanco assim se expressou, em sua narrativa, quando dirigiu-se até o Museu em 1886.

" O caminho que aí leva é também dos mais desagradáveis. Descendo a Rua da Glória e atravessando o bairro do Lavapés, um dos mais antigos e mal construídos da cidade, continua-se através de um péssimo caminho da roça, repleto de relevos e fossas. Logo mais, porém, uma linha de trens unirá o monumento a cidade e, provavelmente tornar-se-á o centro de um novo e elegante bairro".

A linha por ele mencionada, só poderia ser a linha de bondes elétricos, que começou a funcionar em 1900. A Estrada de Ferro Santos e Jundiaí (ex-São Paulo Railway), já existente na época, atingia o Ipiranga somente ao Leste.

Em 1888, foi o francês Henrique Raffard quem manifestou-se a respeito, após ter visitado o "Monumento do Ipiranga":

"Fui ao Monumento do Ipiranga, tomando no Largo da sé o bonde (tramway) recentemente inaugurado que, saindo da cidade pela Rua da Glória, desce até o pequeno córrego do Lavapés para atingir o Cambuci, dali tive que seguir a pé, não estando ainda assentados os trilhos da linha, cuja secção pronta aproveitou-se da parte da futura avenida Ipiranga".

Essa avenida, à qual referia-se Raffard, era um projeto existente que não vingou, de cuja comissão era presidente o barão Ramalho (1889).

"Está, pois, definitivamente resolvido que a linha direta da Avenida parte perpendicularmente do eixo do edifício do Ypiranga e segue com a mesma direção até o cruzamento das ruas Mooca e Piratininga, formando com esta um ângulo de 24º, 32 e deste ponto continua em linha reta a terminar na rua do Braz, em frente à igreja matriz, percorrendo em toda sua extensão o espaço de 3.501 m e 25".

Foi inevitável este ângulo, porque a reta cruzaria a linha férrea e terminaria muito além da igreja do Braz.

" A lei de 9 de abril de 1899 autorizou o governo provincial a fornecer 70 contos de réis à comissão do monumento para a abertura e preparo da rua da Glória, com a obrigação, porém de restituí-lo para o fundo do patrimônio da instituição que se criara para aproveitar o edifício do Ipiranga".

Era intenção, na época, da " companhia de Ferro Carril do Ypiranga, construir uma linha de bondes para servir o bairro da Independência, cabendo ao engenheiro Luiz Pucci o levantamento da planta, partindo a estrada do eixo do Museu com dupla vantagem de prestar-se ao serviço de bondes e de já ser uma parte da futura Avenida no espaço compreendido entre o Córrego do Ypiranga e o entroncamento da estrada da Glória, contendo 1189 metros.

Todavia, as dificuldades existentes, que eram o Morro da Pólvora (Vila Monumento) e os lamaçais da Rua da Independência, onde devia ser feito um aterro de três metros para serem os trilhos assentados, impediu essa construção, que foi realizada onze anos depois por outra companhia.

A região Ipiranguista, considerada uma paragem até fins do século XIX, durante os quatro primeiros séculos pouco ou quase nada progrediu porque seus escassos habitantes, em maioria composta de chacareiros, sitiantes, tropeiros e corroceiros, permaneceram apáticos, num estado de estagnação que perdurou até 1890, quando a Câmara Municipal de São Paulo loteou as inúmeras chácaras existentes, passando então, pelo menos oficialmente, a ser denominada de bairro.
A 27 de dezembro de 1918, conforme Lei nº 1631, o bairro foi elevado a distrito de paz, datando dessa época os primeiros progressos verificados em seus 15,44 km de are distrital. De paragem a bairro suburbano, visto de um modo geral até a instalação dos bondes elétricos que principiaram a funcionar em 1900, ainda em fins do século passado era citado como lugar ermo e solitário, por ser pouco habitado e semi-deserto.

Midia - www.sptrans.com.br/historia
1900 - A São Paulo Tramway Light and Power Company Limited (antiga Light) inaugura o sistema de bondes elétricos em São Paulo, em sete de maio, e compra a Companhia Carris de Ferro de São Paulo. Operou em São Paulo até 1965.

Foram 12 as primeiras ruas que ganharam nome, de acordo com planta de loteamento, das quais comente uma não preserva sua primitiva denominação, todas ligadas a Independência e aos anseios republicanos, que são seguintes: Fico, Grito, 1822, Cisplatina, Municipalidades, Juntas Provisórias, Gonçalves Ledo, Monumento (praça), Guarda da Honra, Independência, Manifesto e Estrada do Ipiranga.

O Cambuci, assim como o próprio Ipiranga (sede), Saúde, Aclimação, Jabaquara, Morro da Pólvora (morro da vila Monumento), Sacoman, São João Clímaco, Bosque da Saúde e Chácara do Castelo, estão integrados a administração regional do Ipiranga, situada na região Sudoeste, formando área de 32,286 km.

Os latifúndios (sesmarias) em cujas terras rasgaram-se em caminhos que partiam do Lavapés ligando-se a Vila Moraes, passando pelo Ipiranga pertenciam ao bispo Dom Mateus Pereira, conde Vicente de Azevedo e Antonio de Moraes, de acordo com o mapa elaborado por Odilon Pereira Matos. A extensão do primeiro, que tinha início núcleo da Glória onde esteve em atividade uma das mais produtivas chácaras de São Paulo, até fins do século passado, ia até o riacho Ipiranga. Dali para diante, até as regiões da divisa com o bairro da Saúde eram do Conde, pertencendo ao coronel Moraes a regiões que se estendia mais além.

Em 1877, o governo loteou o núcleo da Glória, sem a necessária cautela de examinar documentos de posses e títulos, gerando reclamações por parte dos prejudicados, assim registrado pela imprensa após alguns lotes serem vendidos em leilão.

Mas ainda em 1878, para penetrar-se no campo da Glória era previsto passar por um largo portão, onde podiam ser encontrados primitivos ranchos com parede de pau a pique. No ano seguinte surgiram casas de melhor feitura, em terrenos cercados, mas com pouco cultivo e grande quantidade de vacas leiteiras.
Alguns anos depois, naquele mesmo local passariam os primeiros os primeiros bondes "puxados a burro"que serviram o bairro, precedendo o bonde elétrico.

Nessas sesmarias, cujas terras eram imprestáveis para transforma-las em grandes e produtivas fazendas, principalmente aquelas localizadas no Ipiranga, proliferaram sitiantes e chacareiros trabalhando "a meias"com seus proprietários em reduzidos lotes de um ou dois alqueires.
Com o tempo, devido ao desinteresse dos "donos da terra", ou por benevolência, ou então por conseqüência da divisão da propriedade entre herdeiros, esses lotes foram sendo doados, vendidos aos meeiros ou adquiridos por usucapião, aumentando consideravelmente o número de chácaras e de minifúndios na região onde já eram numerosos no século XVII.

Na quadra onde está instalada a Usina Santa Olímpia, entre as ruas Patriotas , Silva Bueno, Xavier Curado e Lino Coutinho, esteve em atividade antiga chácara, assim como a de Vila Carioca, espremida entre as ruas Campante, Lucas Obes e 1822, desapropriada em 1945 quando ainda mantinha-se ativa.

Das incontáveis chácaras situadas no Ipiranga, tem-se notícias somente das principais, ou das que tornaram-se mais conhecida, tal como a "Chácara do Diogo"que funcionou até meados dos anos trinta à Avenida Tereza Cristina (atual Dr. Ricardo Jafet), local onde instalou-se a Associação Portuguesa de Desportos.

Outra Chácara de que "muito se ouviu falar", ou contar, era a do Fioretti, na Costa Aguiar, sede da antiga Fazenda do Ipiranga, limitando-se com as ruas Bom Pastor, Thabor e Leais Paulistanos. A chácara do Magalhães também era conhecida, nessas redondezas, assim como a do major Castelo entre as ruas Almirante Lobo, Bom Pastor e Xavier de Almeida.

O comendador Luiz de Brito foi proprietário da "Chácara Flores", uma das mais conhecidas do bairro. Mas havia muitas outras, espalhadas como em vila São José, Vila Carioca, alto do Ipiranga (Rua Vergueiro e adjacências), funcionando algumas delas até fins do século quarenta.

Divisão dos Leais Paulistanos

No dia 12 de janeiro de 1822, por carta régia, o príncipe regente Dom Pedro invocou o brasileirismo dos paulistas, seu amor à ordem e à tranqüilidade pública e, chamou-os ao Rio de Janeiro, que se achava a braços com a indisciplina e anarquia da divisão lusitana assanhada contra a população.

Ordenou, então, o governo de São Paulo, ao coronel Lázaro Gonçalves, que organizasse um batalhão requisitando soldados dos corpos milicianos, reforçado em seu trajeto para a corte por contigentes oriundos das vilas do Norte. Foram anexados ao batalhão dois esquadrões de cavalaria miliciana, cujo comando foi entregue ao tenente-coronel Pinto Gavião, partindo em seguida para o Rio e 24 do mesmo mês vom mil e cem praças, ocasião em que o coronel Lázaro assim falou aos seus comandados:

"Em obediência das ordens do Príncipe Regente dispõe o governo que marcheis para o Rio de Janeiro. O governador espera de nós, nobres guerreiros, que por tantas vezes tendes mostrado o vosso valor nos campos de batalha, concorreis, incorporado as tropas brasileiras de guarnição da corte, para defende-la de qualquer ataque planejado pelos inimigos da ordem, da união e tranqüilidade pública. O governo e a Pátria assim o esperam de vosso ardor e patriotismo e do entusiasmo por tão justa causa; e o governo e a Pátria não se enganam".

A esta coluna expedicionária, que se chamou "DIVISÃO DOS LEAIS PAULISTANOS", foi designado o coronel Lázaro seu comandante. A 12 de outubro de 1822, um mês após a proclamação da independência, ele foi elevado ao posto de brigadeiro graduado, por decreto da mesma data, efetivando-se a 12 de outubro de 1824.

Após a extinção da "imperial Guarda de Honra", em abril de 1831 quando D. Pedro I renunciou foi instituída a guarda nacional a 18 de agosto do mesmo ano, sendo nomeado o coronel Lázaro para comandar essa milícia, comando que foi abandonado somente em 1848, continuando a servir o Imperador como gentil-homem da Imperial Câmara.

A Imperial Guarda de Honra, grupo de soldados da elite que pertenciam à Divisão dos Leais Paulistanos, das divisões de Minas Gerais e Rio de Janeiro, formou-se na viagem do Príncipe Regente do Rio e São Paulo, iniciada a 14 de agosto de 1822, com paradas em várias cidades e vilas do interior de são Paulo e Rio de Janeiro. A medida que se aproximava da vila dos paulistas ia sendo engrossada, e a presença dos componentes dessa comitiva, no Ipiranga, tornou-se testemunhas do grito "independência ou Morte".

A 3 de maio de 1823, dois meses antes da concretização da Independência, na mensagem dirigida à Assembléia Constituinte, o Imperador manifestou novamente sua gratidão a São Paulo e aos paulistas com as seguintes palavras:

"... a nossa independência lá foi primeiro que em parte alguma proclamada no sempre memorável sítio do Ipiranga. Foi na Pátria do fidelíssimo e nunca assaz louvado Amador Bueno da Ribeira, aonde pela primeira vez fui aclamado Imperador".

O GRITO DO IPIRANGA

O "Grito de Dom Pedro", à margem de um límpido ribeirão que serpenteava entre as matas verdejantes da colina que se tornaria histórica, a 7 de setembro de 1822, tornou-se conhecido como "Grito de Ipiranga", e famoso pelo fato que representava perante as nações, principalmente as colônias latino-americanas que lutavam para se verem livres do jugo dos colonizadores.
E esse grito estivera preso, sufocado em sua garganta desde 9 de janeiro do mesmo ano quando,da sacada do palácio, no Rio de Janeiro, D.Pedro dissera ao povo que não tencionava regressar a Portugal exclamando o celebre "Fico".
Talvez a colina não fosse tão verdejante, e no chão pululassem vastidões de barbas de bode à beira da estrada velha que conduzia ao Caminho do Mar, e dali para a Calçada de Lorena por onde passara D.Pedro e sua famosa "Guarda de Honra", de regresso da cidade de Braz Cubas, onde fora visitar a família dos Andradas.
E quem sabe, bem mesmo as circunstâncias que originaram a cena que antecedeu ao grito de "independência ou morte" tenha-se desenrolado da maneira captada pelo gênio artístico de Pedro Américo, fixando na tela com tamanha vida o instante supremo da ação e do grito que tornou o Brasil independente.
Existem certas controvérsias, entre historiadores, "não escapando um pormenor, um ínfimo detalhe que não fosse respigado, rebuscado em se tratando do Sete de Setembro", principalmente sobre os fatos que o antecederam.
Alguns alegam que a montaria de D.Pedro era um cavalo zaino, enquanto outros afirmam que era uma besta baia gateada.
E que o príncipe Regente, afastando-se sutilmente da grave e delicada situação política existente no Rio de Janeiro, aproveitara-se disso para, seguindo orientações do temível alcoviteiro Francisco Gomes da Silva, o "Chaiaça", com o pretexto de dirigir-se a Santos em visita à família de Jose Bonifácio, usando de subterfúgio em seqüência a um plano elaborado por seu secretário, achegara-se de um casarão em Penha de França, antigo pouso de viajantes ns proximidades de São Paulo, residência de Campo do coronel João de Castro, pai de uma encantadora moça paulista a quem desejava conhecer, e que um muito influenciaria nas decisões do futuro imperador agraciada com o titulo de Marquesa de Santos.

Gritos que fizeram mudar o curso da História, das batalhas, das ações já houve muitos.
Seria difícil enumerá-los a todos, quase impossível.
Gritos de heróis, proferidos pouco antes de morrerem, ou mesmo no momento da morte, existem aos milhares, estampados nas enciclopédias do mundo inteiro.
Gritos de homens que deixaram gravadas marcas profundas de seus atos, ou a que a estes antecederam. Cezar, ao ser assassinado por Brutus, também proferiu um grito.

Foi um grito emitido a baixa voz, ouvido apenas por aqueles que o rodeavam porem, com eco de repercussão universal. A frase de Monroe, "a América para os Americanos", também foi um grito, popularizando-se como um estigma da liberdade ara os povos da América. Tiradentes, o "Mártir da Inconfidência" e precursor da liberdade o Brasil, sem emitir um único grito foi ouvido por todos os brasileiros, e o grito que não conseguiu dar ficou atravessado como um espinho na garganta de todos os patriotas até Sete de Setembro de 1822.

O que realmente importa, em se tratando do Sete de Setembro, é o que representou e representa o grito da "Independência ou Morte" para os brasileiros.
Com ele, caminhávamos de malas prontas rumo a emancipação política, que já nos esperava há longos anos, aguardando apenas que alguém abrisse a porta para que pudesse escapulir e sentar-se no trono do Brasil-Império.
Estivesse onde estivesse, a beira do regato limpando o suor do rosto (segundo relato de Manuel Marcondes de Oliveira e Mello barão de Pindamonhangaba), "... o Príncipe vinha afetado de uma desinteria que o obrigava a todo momento a apear-se para prover-se" - ou ainda -"a espera de seus guardas de honra que bebiam numa vendinha não muito distante - o fato é que, ao chegar o mensageiro Paulo Emilio Bregaro portando as cartas das Cortes de Lisboa, e mais as de Jose Bonifácio, Dona Leopoldina e o pintor Chamberlain, Dom Pedro, montado ou não, reuniu seus homens e com um grito declarou o Brasil separado de Portugal.

Era o inicio da independência que seria consolidada 9 meses depois, precisamente a 2 de julho de 1823. E a margem captada por Pedro Américo ficaria gravada na retina de todos, de como teria sido aquele instante supremo do grito "Independência ou Morte".
A comitiva de D.Pedro, ao sair do Rio de Janeiro, estava assim composta: tenente Francisco de Castro e Mello, Francisco Gomes da Silva, "o Chalaça", e os criados João Carlota e João Carvalho, além do Imperador.
Durante a viagem, em seu trajeto rumo ao Vale do Paraíba, naturalmente porque a noticia espalhara-se ou, quem sabe porque fora adrede preparada, em cada cidade onde a comitiva passava via-se engrossada por um ou mais componentes, oriundos de famílias paulistas, mineiras e fluminenses, todos fardados e alistados em janeiro daquele mesmo ano, a pedido de D.Pedro que invocara o brasileirismo dos militares que representavam aqueles estados. Esses moços não poderiam imaginar que se transformariam em "Dragões da Independência", como integrantes da "Imperial Guarda de Honra" formada durante a cavalgada rumo a terra dos bandeirantes.
E assim foi em Venda Grande, Santa Cruz, São João Marcos nas fazendas Três Barras, Pau d`Alho e nas cidades de Lorena, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Taubaté, Jacareí e Mogi das Cruzes, ate atingir Penha de França, a 14 quilômetros de São Paulo. Era o dia 24 de agosto, data em que, pela primeira vez, D. Pedro viu Maria Domitilia, a futura Marquesa de Santos.

A HISTÓRIA DO MONUMENTO

O projeto da ereção do Monumento à Independência "arrastou-se" durante 100 anos, até ser inaugurado sem estar concluído. E o movimento que visava a sua construção iniciou-se alguns meses após a Proclamação, quando Antonio da Silva Prado (Barão de Iguape), encabeçando um grupo de cidadões paulistanos, abriu uma subscrição pública para que se erguesse no local um monumento evocativo. A 26 de fevereiro de 1823, a concessão depois de aprovada por José Bonifácio, para a construção do marco lançado somente a 12 de outubro de 1825.
A Câmara paulista nada fez. Por esse motivo, foi proposta no Rio de Janeiro uma subscrição nacional, que não alcançou o objetivo desejado. O Projeto, orçado em 21 contos e 500 mil reis, constava de uma base quadrada com 13 metros de cada lado, e degraus que elevavam o monumento a 14 metros de altura. Mas somente em 1829, quando a subscrição atingira a importância de um conto e oitocentos mil reis, e que foi feita a base que absorveu a quantidade de um conto e quarenta mil reis.
Quando D.Pedro I renunciou, a 7 de abril de 1831, nada mais se fizera para erguer o monumento. E essa inércia perdurou durante anos, até que D. Pedro II e a imperatriz Dona Tereza Cristina resolveram visitar o Ipiranga, para conhecer o local onde fôra proclamada a Independência.
Mas para decepção do nosso Segundo Imperador, naquele lugar tornado histórico por seu pai ele apenas encontrou um amontoado de taboas corroídas, que significavam o marco comemorativo ali instalado a mando do governo de São Paulo, erigido as pressas para mostrar que algo havia sido feito ao provo brasileiro e aos visitantes alienígenas, para comemorar a data máxima nacional.
Somente em 1855 foi proposta outra subscrição, de caráter particular, juntando-se as inúmeras já existentes que não tinham obtido êxito. Esta deveria ser assinada por homens importantes e bem situados financeiramente, tais como Rafael Tobias de Aguiar, o barão de Iguape, Souza Queiroz e o barão de Tiete, alem dos coronéis Silva Telles e Toledo, padrinhos desta relação de contribuintes.

Em 1872, o governador visconde de Bom Retiro mandou exumar a pedra colocada em 1825, incumbindo o engenheiro Carlos de levantar uma planta completa daquela região do Ipiranga. Mas nada mais foi feito porque, três anos depois, quando era João Theodoro o presidente da Província, aquela pedra foi recolocada no mesmo lugar.
Outras subscrições foram feitas assim como aquela sugerida pelo comentador Jerônimo Jose de Mesquita, que dirigiu à Câmara um oficio ofertando a quantia de 5 contos de reis, para abertura da "lista", comunicando que "estava autorizado a oferecer igual importância em nome do conde de Bom Fim"
Em 1917, foi aberto um concurso para a obra do monumento, encerrado em 1920. Vinte artistas, ou um pouco mais, tentando obter a primazia da escolha, concorreram com esperança de serem indicados para construir aquela obra então considerada gigantesca. Participaram do concurso os arquitetos Brizzollara (autor do monumento a Independência da Argentina), Nicola Rollo, Etzel e Ettore Ximenes. Os comentários, a essa altura dos acontecimentos, se fazem ouvir em todo país, não faltam as criticas aos projetos, jornais apontam os erros cometidos e tudo isso se transforma no assunto predileto daqueles dias memoráveis.
Por fim, segundo disseram todos, vencera o melhor. O projeto do engenheiro Rollo ganhara a preferência portando, devia ser o escolhido para desempenhar tal obra que, comparada com a maquete, seria o mais belo monumento da América do Sul. Todavia, nomeado pelo Governo o tribunal julgador concedeu esse privilegio a outro italiano, o escultor Ettore Ximenes que, segundo comentava-se, era digno de um 4o. ou 5o. lugar. Essa atitude mereceu severa critica de jornalistas, escritores e políticos que exigiam explicações, mas que jamais foram esclarecidas.
Orçado em 1300 contos de réis, no final o preço total do monumento foi de 2.600 contos de réis, quantia exigida por Ximenes e paga pelo governo conforme Lei no. 2063, de 18-09-1925
.
A inauguração do Monumento a Independência, que a partir daquele dia o povo começou a chamar de "Monumento do Ipiranga", representa o ato que nos conduziu a emancipação política, tendo D.Pedro I como personagem principal. Sua estrutura global atinge 1600m2, composto por 30 figuras que tiveram influência na independência, entre eles José Bonifácio de Andrada e Silva, Hypolito José da Costa, Joaquim Gonçalves Ledo e Diogo Antonio Feijó.
Tiradentes, o "Mártir da Inconfidência" mineira, está num quadro de 7 figuras com 3 metros de altura, e os revolucionários pernambucanos, chefiados por Domingos Jose Martins, aparecem num outro quadro. Em relevo, varias figuras representam o combate de Pirajá, na Bahia que, travado em 8 de novembro de 1822 e vencido pelo general Labatut, foi o ponto de partida para a vitória final na "Guerra da Independência", somente consolidada a 2 de julho de 1823 com o desbaratamento das tropas do general português Ignácio |Madeira de Mello. A figura da Pátria livre apresentava-se com a bandeira auriverde do Brasil Império.
Construído a margem de um regato, em cuja região havia um charco pantanoso, foi necessário empregar-se 1.500 troncos de guarantã em suas fundações, e na sapata principal do monumento, justamente o centro de apoio, cerca de 2000 metros de trilhos. O concreto armado atinge 12 metros de altura, aprofundando-se 9 metros abaixo do nível da rua, totalizando 127 colunas que formam o maciço de concreto.
O granito cinza foi trazido da Itália, da região de Carrara, e daquele mesmo país vieram partes das pecas de bronze fundido. O restante foi feito em São Paulo, no bairro de Vila Prudente, em fundição montada pelo próprio escultor somente para essa finalidade.
O monumento só ficou pronto em 1926, justamente no ano que faleceu seu construtor aos 71 anos. Mas no dia da inauguração, a 7 de setembro de 1922, as salvas de canhões, disparadas às 6 horas da manha assustaram ao menos avisados, embora todos soubessem que esses festejos se realizariam.
Houve desfiles militares, espetáculos com bandas de música e pirotécnico, à noite, e muita lama devido a garoa intermitente que castigou os paulistanos durante o dia todo, transformando aquelas ruas e logradouros ainda não pavimentados em lamaçais escorregadios.
Muitos automóveis ficaram atolados, muita gente chegou em casa em as roupas imundas e outros tantos acidentes sem gravidade sucederam-se, mas sem maiores conseqüências. A convergências do publico foi grande, podendo-se dizer que "São Paulo inteirinha estava lá", assim como boa parte do povo brasileiro de outros estados e municípios.

A ORIGEM DO MUSEU PAULISTA
Imagem - Cortesia do "Site Bairro do Ipiranga"

O Coronel Joaquim Sertório era um etnógrafo e colecionador por vocação. Apaixonado pelo estudo descritivo dos povos, sua raça, língua e costumes, em poucos anos acumulou considerável coleção de objetivos valiosos adquiridos de varias fontes, organizou uma exposição e fundou o "Museu Sertório", enriquecido posteriormente com a doação de diversas outras peças etnográficas e de história natural.
Nesta mesma época, o arquiteto italiano Tommazo Gaudêncio Bezzi, convidado por um instituto de ciências e engenharia, projetou o "Palácio Ipiranga" em 1885, construção onde deveria ser instalada uma escola (Faculdade) de engenharia. Todavia, uma comissão especial deu parecer desfavorável alegando o sopro de ventos fortes pela retaguarda, fator que não oferecia condições de salubridade aos estudantes.
O presidente do Estado de São Paulo, na ocasião, era o dr. Américo Brasiliense, um dos artífices da implantação da República no Regime político do Brasil.

Aconselhado por Alberto Loefgren (quem introduziu o eucalipto no Brasil, além do oferecimento do primeiro acervo ao museu Paulista.) , da necessidade de instalar-se um museu naquele local histórico, o presidente nomeou-o chefe de uma comissão encarregada desses estudos, resultando na fundação do Museu Paulista, mais conhecido como "Museu do Ipiranga" pelos brasileiros, instalado no local onde, a principio, destinava-se a acomodar uma escola de engenharia.
Em l890, o conselheiro Francisco de Paula Mayrinque comprou por duzentos contos de réis o "Museu Sertório" mais valorizado com pecas que haviam sido transacionadas com outro colecionador, de nome Peçanha. Todo esse acervo foi adquirido pelo governo do Estado, inicialmente transferido para um casarão situado no antigo Largo do Palácio (Pátio do Colégio), posteriormente exposto na sede da Comissão Geográfica do Estado, à Rua da Consolação.
A Comissão Geográfica, a quem fôra entregue a organização do museu, em 1893, instalou-se em uma de suas dependências até sua inauguração em l895, quando era presidente do Estado de São Paulo o dr. Bernardino de Campos.
O museu ficou subordinado à Secretaria dos Negócios da educação e Saúde Pública, em 1931, incorporando-se a Universidade de São Paulo como Instituto de História e Antropologia em 1935.
"Imagem do jardim, cortesia do Site Bairro do ipiranga"
Jardim do Museu (foto mês 09 de 2004)

Esse projeto, não totalmente executado, já naquela época previa a preservação daquele cenário histórico, evitando o sufocamento do parque pela construção de grandes edifícios que esconderiam a beleza daquele logradouro, fazendo convergir para o local maior afluxo de transito e de pedestres. Todavia, para evitar a especulação imobiliária, por vezes criminosa. Foi preciso transformar em lei essa precaução governamental, por interferência do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado (CONDEPHAAT), que visava transformar aquele conjunto harmonioso em Parque da Independência.
Mesmo assim em condições misteriosas, foram edificados alguns prédios altos nas redondezas, sabendo-se que outros especuladores aguardam apenas a oportunidade para construir edifícios de 25 ou mais andares em grandes lotes situados nas cercanias, onde existem velhos palacetes vagos a espera de quem os alugue.
Coube ao projetista Arsênio Putemans, paisagista e arquiteto, o projeto do jardim situado na parte fronteiriça ao Museu Paulista, em 1907, época em que Afonso d`Escragnole Taunay, o historiador, era seu diretor .
Em 1910, quando exercia o cargo chefe de obras da prefeitura o engenheiro Francisco Prestes Maia (prefeito de SP duas vezes) remodelou o ajardinamento e fez rebaixar uma área onde havia uma elevação de terra de 3 metros.
Esse desterro permitiu uma visão ampla para quem contempla o monumental edifício atingindo o Ipiranga no sentido cidade-bairro.
Porém, uma boa parte da área verde que circundava o museu, com o tempo foi sacrifica para serem instalados o Pronto Socorro do Ipiranga, o Corpo de Bombeiros e o
Museu de Zoologia.
"Imagem de cortesia do Site Bairro do ipiranga"
Também conhecido como o "Museu de Cera" - Fica na Av. Nazaré e ao lado do Museu.

Embora tenha sido prevista a recuperação da superfície verde desaparecida, pelo menos em parte, na ocasião dos festejos do Sesquicentenário da Independência, incluindo velhos galpões e outras espécies de construções obsoletas, isto não se positivou. Pelo contrario, vem diminuindo a olhos vistos as grandes áreas verdejantes que outrora arejavam aquele aprazível logradouro tão decantado até os anos cinqüenta.

 
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