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Veja em "Cultura" um dos bairros mais antigos da cidade de São Paulo.
História do Brasil, São Paulo e do Bairro (recomendadas para pesquisa escolar).

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História do Ipiranga III
Obs: A história se divide em quatro Partes - Parte I A - Parte I B - Parte II - Parte III
 


Parte III

A FORMAÇÃO DO PARQUE INDUSTRIAL DO IPIRANGA

Após um período imperial (2o. Império) de semi-estagnação agrícola, operou-se uma mudança vertiginosa com a chegada das primeiras levas de imigrantes quando, ininterruptamente, foram sendo instaladas indústrias e casas de comércio em vários bairros da Capital.
De 30.000 que eram, em 1870. os habitantes de São Paulo, em 1900 somavam quase 240.000 devido ao acelerado desenvolvimento demográfico que já começava a criar problemas habitacionais.
Foi justamente nesse período que os tijolos e telhas passaram a ser considerados produtos de primeira necessidade, valorizando as indústrias que se ocupavam em produzir esse material.
A argila, até então sempre relegada ao segundo plano, passou afigurar entre as principais matérias-primas.
Na virada do século, embora ainda não pudesse ser constatado um reconhecido progresso entre as poucas indústrias analisadas, instaladas em São Paulo, havia uma localizada em área pertencente ao bairro Ipiranga, "Estabelecimento Irmãos Falcchi".
A fábrica fôra edificada em 1890, em terreno de 10.000 m2. Dispunha de um motor de 40 cavalos, dois amassadores de argila e uma máquina capaz de produzir 15.000 tijolos diariamente.

Além de tijolos, estava apto a produzir telhas francesas, sistema Marseille e Brasileira, dispondo para isso de quatro fornos com capacidade para trezentas mil péças por mês, duas grandes prensas, dois misturadores e outras máquinas menos importantes. A produção anual, entre telhas, cumieiras e afins era de aproximadamente 1 milhão , com quantidades idênticas na produção de tijolos para pisos e paredes.
Em l905 surge outro concorrente no ramo cerâmico. "Sacoman Freres" E logo depois a "Cerâmica Vila Prudente", todas incluídas entre as cinco maiores indústrias cerâmicas do estado em fins da primeira década.
Os terrenos adquiridos por "Sacoman Freres" situavam-se no último quarteirão da Ruas Silva Bueno, mas estendiam-se até a linha férrea (FEPASA), E OS DA "cerâmica Vila Prudente" localizavam-se na região que lhe emprestou o nome.
Assim analisou A F Bandeira Jr. Aquele período.
- Os Bairros que mais se concentram por serem os que contêm maior número de fábricas, são os do Braz e do Bom Retiro.
- As casas são infectas, as ruas na quase totalidade, não são calçadas, há falta de água para os mais necessários misteres, escassez de luz e esgoto.
- O mesmo se da em Água Branca, Lapa, Ipiranga, São Caetano e outros pontos afastados".
Como se nota nessas observações, o Ipiranga, em 1910, já era reconhecido e classificado como bairro, devido a concentração de contingentes humanos e do parque industrial que principiava a descortinar-se embora fotos e relatos da época afirmassem que a região ipiranguista continuava sendo um deserto onde imperava a solidão.
A fabricação de tecidos, que se iniciara com a "República", desenvolveu-se rapidamente, alcançando uma expansão imprevista nos primeiros anos, destacando-se nesse setor o Cotonifício Rodolpho Crespi, Cia. Ypiranga de Tecelagem e Estamparia e Cisa. Fabril Paulistana, nas quais estavam empregados, pela ordem, 1305, 785 e 500 operários, com capital de 6.000:000$000, 4.000:000$000 e 2.000:000$000, respectivamente, isto em 1913. Em 1919, a Cia. Empregava 1.200 operários e seu capital havia sido elevado para 6 mil contos.
Benajmim, Basílio e Nami Jafet, imigrantes sírios, ganharam dinheiro mascateando de porta em porta, vendendo a prestações, e com o capital amealhado estabeleceram-se com a Companhia Ypiranga de Tecelagem e Estamparia, considerada a primeira indústria de alto porte instalada no Ipiranga.
Em seu livro Bandeira Junior anota mais estes dados referentes a industrialização, e ao sistema adotado na época:
"O corpo de operários no Estado de São Paulo eleva-se a número superior a cinqüenta mil entre homens, mulheres e crianças, quase em sua totalidade italianos, porque como já dissemos são artistas todos os indivíduos dessa nacionalidade."

"E considerável o número de menores, a contar de cinco anos que se ocupam de serviços fabris, percebendo salários que começam por duzentos réis ao passo que não aumentam a falange dos menores vagabundos que infestam cidade."
Durante 350 anos, a região Ipiranguista foi considerada improdutiva, abrigando apenas sitiantes chacareiros, criadores de porcos, de cabras e de vacas, ferreiros e tropeiros.

Portanto, no início deste século, quando se operou grande transformação social, econômica e cultural no país, devido a instalação de importantes industriais que vieram beneficiar considerável parcela de seus habitantes, o Ipiranga começou a ganhar importância com o parque industrial que se desenhava.
Todavia, a terra era vendida a preços irrisórios, fator preponderante que influiu na escolha, por parte de determinados grupos econômicos, que optaram pela instalação de suas fábrica nessa região, onde grandes áreas podiam ser adquiridas por preços ínfimos e beneficiadas pela estrada de ferro no escoamento rápido dos produtos industrializados.
Ate fins dos anos noventa (1890-1899) e principio do século XX, a maior parte, ou quase todos os operários especializados das industrias instaladas em São Paulo e em outros estados eram estrangeiras.
Pequenos artesões, tais como carpinteiros, pedreiros, pintores, mecânicos, tecelões, fundidores, ferramenteiros, eletricistas e outros, desembarcavam aos milhares todos os anos no porto de Santos.
Aos brasileiros, que desconheciam as técnicas mais avançadas dessas profissões, restava-lhes empregarem-se como aprendizes ate se tornarem oficiais.
Deste então, com o aprendizado para leigos ministrado pelos mestres italianos os nacionais foram adestrando-se nos ofícios escolhidos, transformando São Paulo num imenso "parque industrial" da atualidade.
A grande maioria desses imigrantes constituía-se de italianos, e muitos deles focaram-se no bairro ou foram admitidos pelas fabricas recém-organizadas que se instalaram no Ipiranga. Os irmãos Sacaman (Sacoman Freres), pelo qual originou-se o nome da cerâmica e do bairro que integra a região ipiranguista, eram franceses natos, e os produtos que fabricavam foram considerados os de melhor qualidade.
Não foi somente esse fator que motivou a instalação de importantes fábricas no Ipiranga, e sim também a linha férrea que facilitava o escoamento de cargas mais volumosas. Portanto, em poucos anos, o "bairro da Independência" , que antes de l890 era visto como paragem distante, passou a figurar como um dos principais centros produtores do município de São Paulo.
Em 1907, no terreno onde o italiano Marchesini possuiu e explorou Olaria durante 20 anos, foi fundada a Fábrica de Linhas Corrente Ltda por um grupo de ingleses.
Esta firma, e mais a Companhia Ypiranga de Tecelagem e Estamparia, organizada em 1906, e a fábrica de Ferro Esmaltado Sílex, constituída em l909, formavam as três principais indústrias do bairro e mantinham em l915, cerca de l535 operários.
Nesse tempo não havia controle e tampouco leis que regulamentassem o trabalho braçal ou profissional, e homens mulheres e crianças formavam grupos homogêneos sem distinção do sexo ou idade .
Até meninos de 5 anos executavam serviços fabris, percebendo salários de 200 réis diários. A maioria dos trabalhadores era composta de imigrantes, na parte técnica, quase todos italianos dos quais apenas vinte por cento residiam no bairro por ser ainda pouco habitado e de difícil acesso.
Poucos anos antes, quando o museu foi construído (1883-1894), houve necessidade de contratar-se mão de obra de São Paulo e São Caetano do Sul, e estes operários somente aos domingos regressavam as suas casas. Os italianos eram considerados artistas em suas profissões, algumas ainda inéditas no Brasil, surgindo daí a necessidade de adquirir conhecimentos que deveriam ser conseguidos com a prática aos que desejavam aperfeiçoar-se em determinados misteres, principalmente o ofício de pedreiro, pois os brasileiros conheciam de sobejo somente a taipa.

O Conde Solidário

A história do Conde José Vicente de Azevedo se confunde com o Ipiranga. Nasceu em Lorena, no interior de São Paulo, em 7 de julho de 1859.
Quando tinha 10 anos, seu pai morreu e ele sentiu as dificuldades da orfandade.
Passou a vender doces nas ruas, feitos por sua mãe.
No meio de tantas dificuldades, definiu que quando crescesse e tivesse condições ajudaria as crianças menos favorecidas.
Anos depois, formou-se em direito, além de ser jornalista, professor, deputado e senador por São Paulo entre 1844 e 1925. Quando completou 31 anos, deu início a construção do projeto de sua vida.
Comprou 46 hectares de terras no Ipiranga e, a partir dessa época, começou a construir diversas instituições.O aglomerado de concreto, com 110 mil metros quadrados, na Rua Dom Luís Lasanha, 300, é um marco.
Sua construção teve início em 1891 e foi concluída em 1896. O projeto foi do engenheiro Francisco de Paula Ramos de Azevedo, que era amigo do conde e elaborou o croqui em 1891 do Asilo de Meninas Órfãs de Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga.
A responsabilidade pela edificação coube ao escritório Guilherme Krug e Filho.
Além disso, Azevedo abriu o Instituto Cristóvão Colombo, na Rua Doutor Mario Vicente, em 1891, para servir como orfanato de meninos.
O Instituto Sagrada Família, na Avenida Nazaré, 470, foi construído em 1895 e serviu como ponto de encontro de ex-escravos e parentes, em busca de asilo e socorro.
"Imagem de cortesia do Site Bairro do ipiranga"

O Grupo Escolar São José
, datado de 1924, que ocupa a esquina da Avenida Nazaré com Rua Moreira de Godói; o Instituto de Cegos Padre Chico, fundado em 1928, do outro lado da esquina; o Juvenato Santíssimo Sacramento, datado de 1929, localizado na Rua Dom Luís Lasanha; e mais outros oito imóveis fazem parte da herança deixada por José Vicente de Azevedo.
Segundo a doutora em educação Ana Maria Navajas, que integra o projeto de pesquisa do curso de pós-graduação Educação, Administração e Comunicação da Universidade São Marcos - e estuda a vida do conde - Azevedo de fato dedicou a sua vida às pessoas mais necessitadas.
"Todas as casas, prédios e imóveis que ele deixou pertencem à Fundação Nossa Senhora Auxiliadora, criada por ele, e só podem ser alugados para fins educacionais."
Em 1935, ele foi nomeado conde romano pelo papa Pio XI, em razão das obras assistenciais que mantinha. Morreu nove anos depois.
Estima-se que tenha auxiliado pelo menos 10 mil jovens, somente no internato.


A IMPORTÂNCIA DOS BONDES ELÉTRICOS


Até 1872 não havia em São Paulo nenhum tipo de condução barata, destinada a transportar os mais pobres, o chamado "transporte de massa" que, na época, no perímetro urbano, eram pequenos bondes "puxados a burro", sistema já adotado na Europa e nos Estados Unidos, e posto em prática no Rio de Janeiro quatro anos antes. Mas, em 1871 o engenheiro Nicolau Rodrigo França Leite propôs a adoção desse sistema, obtendo a concessão posteriormente transferida a "Cia. Carris de Ferro de São Paulo".
A 2 de outubro de 1872 efetuou-se a inauguração da primeira linha, cujo percurso ia do Largo do Carmo à Estação da Luz. No início, entretanto, por ser esse veículo muito moroso, o povo continuou dando preferência aos tiIburis e caleças, pois eram mais rápidos econfortáveis

O '"Bonde a burro", um pequeno veículo com quatro bancos para transportar poucos passageiros, por motivos óbvios não podia ser destinado a grandes percursos, principalmente onde a topografia da área a ser percorrida apresentava-se com variadas elevações. Por esse motivo, e também porque nesse tempo havia lamaçais e pântanos em certos caminhos que demandavam o Ipiranga, eles não atingiam o bairro e tinham por limite o Cambuci.

Com o tempo, a "Companhia Carris" expandiu suas linhas chegando a dispor de 34 carros de passageiros. A 27 de março de 1887, a Lei n.º44 outorgava a Francisco Antônio de Souza Paulista e Justo Nogueira Azambuja, a concessão por 50 anos de uma linha de bondes "puxados a burro" que partia da Praça da Sé e seguia até o Cambuci.
Essa firma, "Cia. Viação Paulista" foi dissolvida porque, em 1900, com a implantação do sistema de bondes elétricos, tornou-se obsoleta. A lei que concedia à "Light" o privilégio da exploração dos bondes elétricos tinha o n.º 304, datada de 13 de junho de 1897. Mas a "Cia. Carris" não se conformou, travando-se nos anos que se seguiram memoráveis brigas judiciais. Até 1907, ainda rodavam "bondes a burro" fazendo o itinerário Ponte Grande a Santana, e vice-versa.


Midia - www.sptrans.com.br
1872 - Início da operação dos bondes com tração animal.

Os bairros servidos pelo "Bonde a Burro", serviço de utilidade pública iniciado em 1872, eram o Bom Retiro, Santana, Campos Elíseos, Vila Buarque, Higienópolis, Luz, Liberdade, Bela Vista e por último o Cambuci. Todas essas linhas convergiam para o centro na época representado pela Praça da Sé, Pátio do Colégio, Rua Direita e adjacências, justamente onde prevaleciam às construções que abrigavam as casas comerciais e residências de ricas famílias paulistanas.

Vicente Priolli, um italiano chegado da Calábria na década de 1880, trabalhou vários anos como cobrador de "bonde a burro" na linha Sé - Cambuci. E contava que, diariamente , "por ser aquele veículo muito leve e devido às curvas fechadas, costumava sair dos trilhos. E quando isso sucedia, os passageiros desciam de seus lugares e ajudavam a empurrá-lo para recolocá-lo em sua posição".

A Rua dos Lavapés, por onde passava o bonde, ganhou esse nome porque tropeiros e viajantes que chegavam a "São Paulo", vindos do "longínquo Ipiranga" e vizinhanças, costumavam lavar os pés (ou as botas) num regato que cortava aquela rua e despejava suas águas no rio Tamanduateí, que ainda não tinha sido retificado e tampouco canalizado.
O rio, após contornar a várzea do Glicério e passar pela rua com o mesmo nome pelo fundo dos quintais, continuava sua trajetória pela atual 25 de Março após atravessar a várzea do Carmo. Quando chovia muito, a várzea ficava completamente alagada, provocando a morte de centenas de pessoas por afogamento ao tentarem nadar em lugares considerados perigosos (lodaçais).

Francisco Antonio Gualco, capitão da Marinha Italiana, e o comendador Antonio Augusto de Souza, mantinham o privilégio da exploração dos serviços de bondes elétricos mas, por falta de capital, apesar de ter sido feita uma subscrição de ações no valor de 6 milhões de dólares, esse direito foi tranferido ao engenheiro Mackenzie.
Surgiu então em Toronto, Canadá, a firma "The São Paulo Railway Light and Power Company" que, de acordo com a lei n.º 304, de 1899, outorgada pelo presidente Campos Salles, passou a explorar esse serviço.
Firma modelar e eficiente sob todos os aspectos, a "Light", embora fosse chamada pelo (qualificação pejorativa) nome "polvo canadense", contribuiu sobremaneira para o progresso paulistano, integrando bairros considerados "paragens" à cidade.

O Bonde elétrico, que esteve em atividade (São Paulo) durante 67 anos, foi o precursor nos "transportes de massa" que servem o perímetro urbano das cidades sul-americanas, e responsável pela integração cidade-bairros a partir de uma época em que estes eram considerados distantes e por esse motivo pouco habitados.
Desde a inauguração da primeira linha, em 1900, os "arrabaldes" principiaram a ganhar outro aspecto com a construção de novas casas, instalação de novas indústrias e aumento populacional que foi sempre elevando-se com o correr do tempo.
O Ipiranga, em 1920, devido ao tráfego de bondes acusou uma população de 12.064 habitantes, saltando para 40.825 em 1934, ocasião em que os ônibus ainda eram escassos e precários, sem conforto e também mais caros, e por isso menos usados pela população.

(Muitos de nós ainda nos lembramos do Bonde e do nome "Ponto Fábrica" (fim da Rua Silva Bueno) nome dado ao ponto, devido aos trabalhadores das fábricas da nossa região) -
-Testo acima da equipe "Site Bairro do Ipiranga"

No início de suas operações, os bondes convergiam para o centro da cidade e algumas linhas cruzavam o "triângulo", citando-se a "Vila Mariana - Ponte Grande" que ligava esses dois bairros passando pela Rua Libero Badaró. Esses bondes usavam "reboque" para carregar um maior número de passageiros.

Na década de vinte, Pereira lima organizou a "Guarda Civil" (incorporada à Polícia Militar), da qual foi seu primeiro diretor após sua fundação (22-10-1926), e esses primeiros guardas de trânsito policiavam os cruzamentos montados em vistosos cavalos Manga Larga. Os policiais apresentavam-se com garbosos uniformes, e nas confluências das ruas principais do centro dirigiam o trânsito, com cassetetes pintados de branco, devido à inexistência de semáforos.

No Rio de Janeiro, a inauguração do "bonde a burro" deu-se no dia 9 de outubro de 1868, serviço público organizado e explorado por G.B. Greeneugh, após desligar-se da firma novaiorquina "Bleeke Street Horse Car Company". Precisamente 24 anos depois, a 8 de outubro de 1892, foi inaugurada a primeira linha de tração elétrica, de pequeno curso, até a praia do Flamengo, com usina de força instalada na Rua 2 de Dezembro. O tráfego de bondes elétricos desenvolveu-se até 1960, ocasião em que foram suprimidos para dar lugar ao "progresso".

· 1906 - O prefeito Antônio Prado, através da lei no. 927, autoriza o serviço de carros de aluguel.
· 1925 - Surgem as linhas de ônibus circulares com veículos importados da Europa.

www.sptrans.com.br/historia
Os ônibus ainda eram escassos e precários, sem conforto e também mais caros, e por isso menos usados pela população.

O Desenvolvimento Social, Cultural e Econômico da Vila de São Paulo e o Progresso dos Antigos Núcleos.

No século XVI, os primeiros "paulistanos" que aqui se fixaram após Anchieta e os outros 13 apóstolos fundarem São Paulo, formaram-se o primeiro agrupamento de homens que representavam a sociedade paulistana, motivando-os a elegerem o primeiro governo em 1556.

Quase 90 anos depois, Fernão dias Pais, o bandeirante, e Jusepe Camargo, o "Sevilhano", chefes do clãs Pires e Camargo, assinaram um tratado que punha à guerra dessas duas famílias, que ensangüentaram as páginas da História Paulista em seus primórdios.

Mas foi Anchieta o incansável e bondoso padre jesuíta, quem agrupou os membros da primeira sociedade paulistana, ensinando branco, índios e mamelucos na "segunda classe da gramática que teve o Brasil". O trabalho era excessivo, pois não havia livros onde os alunos pudessem aprender, dedicando-se o santo padre a escrevê-los com sua própria mão de um a um tanto quanto representavam em números os seus discípulos.

São Paulo em seus primórdios , constituía-se num mísero burgo onde a vida era áspera, tornando difícil a sobrevivência de seus moradores devido a topografia da região onde fora instalada a pequena vila, nas alturas do planalto e longe do mar, portanto isolada de outras cidades então existentes.

O arquiteto Lúcio Costa, em relação à casa brasileira, achou que eram diminutas as quantidades de suas janelas, em fins do século dezesseis e durante todo o dezessete, quando ainda era pouco policiada a existência da sociedade colonial. Os materiais usados nas construções e mesmo o estilo das casas provavelmente não se alteraram substancialmente de fins de quinhentismo ao começo do século dezoito.
A taipa de pilão foi sempre o sistema dominante de edificação copiado em Portugal onde seu uso era muito antigo por conveniência econômica, pois em São Paulo havia terra de argila boa para a fabricação de tijolos e barateza do braço escravo.
No século XVII, em São Paulo, as chácaras, quintas roças, ou sítios já podiam ser encontrados em quantidade, espalhados pelos campos a distâncias de uma ou duas léguas, e constituíam-se nos "bairros" que foram-se formando através dos tempos.

Taunay, em suas pesquisas encontrou nos inventários e testamentos quinhentistas referências as contrárias do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora do Rosário, estas mencionadas por Afonso Sardinha, e outras do século XVII, que se referiam "às de Nossa Senhora do Carmo, de Santa Luzia, de são Roque, do Bentinhoe da Cadeinha".)

Cem anos depois, já na segunda metade do século dezoito, a maioria dos moradores de São Paulo ainda vivia na roça e as expedições para os sertões continuavam numerosas. Apesar da multiplicação dos "bairros primitivos", a população não aumentava devido à constante ausênciados chefes de família e de seus filhos jovens. Alguns "bairros", nesse tempo, já beneficiados e dispondo de condições de desenvolvimento econômico, acusaram um maior número de povoadores, principalmente o Caaguaçu onde residiam famílias de recursos.

Como se nota em seus primeiros séculos ou melhor, até o final dos anos setecentos, São Paulo pouco progrediria social e economicamente, e mesmo seus habitantes não atingiam a soma de dois mil.

Em fins do século dezoito os habitantes de São Paulo ainda não ultrapassavam dois mil. As igrejas foram remodeladas (as mais antigas) pela segunda ou terceira vez, inclusive a do Colégio que, após a expulsão dos Jesuítas em 1759, foi adaptada para que o governo exercesse ali as suas funções.
A da Sé, reedificada nos meados do setecentíssimo, foi demolida para alargamento da praça, construindo-se a Catedral para substituí-la.
Em seu lugar, funciona a Caixa Econômica Federal.

(História e texto pertencente ao Livro que se encontra na "Biblioteca Municipal do Ipiranga"
com o Título - "História do Bairro do Ipiranga" de - Máximo Barro Roney Bacelli.)
BIBLIOGRAFIA


 

Os Cinemas no Ipiranga.

CINE BRASIL - O Cine Brasil, fundado em 1.924, foi o primeiro cinema do Ipiranga, localizado na R. Tabor, 75. Em sua faxada com os dizeres Cine Theatro Brazil.
No local realizavam-se bailes, muitos concorridos na época.
No mesmo local passou a funcionar o Cine Ypiranga Palacio no ano de 1.939 e encerrou suas atividades no início dos anos 60.

CINE ANCHIETA - Rua Silva Bueno, 2.404, inaugurado em 1.952. Haviam 1958 lugares. Fechou em 1982.
"Imagem de cortesia do Site Bairro do ipiranga"
Hoje é um estacionamento, porém a construção continua igual de quando éra o cinema.

CINE D. PEDRO I - Rua Silva Bueno. 1543, inaugurado em 1.947. Haviam 804 lugares. Fechou na década de 50.

CINE IPIRANGA PALÁCIO - Rua Tabor, 385, inaugurado em 2.937. Haviam 1.880 lugares. Fechou na década de 60.

CINE MARACANÃ - Rua Salvador Simões, 436, inaugurado em 1.952. Haviam 2.054 lugares. Fechou na década de 70.

CINE MONUMENTO - Rua Engenheiro Ranulfo Pinheiro da Lima, 01. Inaugurado em 1957. Haviam 766 lugares. Fechou na década de 70.

CINE PAROQUIAL - Rua Brigadeiro Jordão, 598. Inaugurado em 1.950. Haviam 849 lugares. Fechou na década de 60.

CINE PAX - Rua Maurício de Castilho, 20. Inaugurado em 1.950. Haviam 650 lugares. Fechou na década de 60.

CINE SAMMARONE - Rua Silva Bueno, 2.591. Inaugurado em 1.947. Haviam 2.450 lugares. Fechou na década de 60. Hoje no local só há lojas.
"Imagem de cortesia do Site Bairro do ipiranga"
Local onde ficava o Cine Samarone, em que por último funcionava um salão de bailes com o nome de "Vióla de Ouro" - localizado no fim da Rua Silva Bueno à esquerda. (antigo "Ponto Fábrica")

CINE SÃO VICENTE - Rua Coronel Francisco Inácio, 895. Fundado em 1.944. Haviam 1.000 lugares. Fechou na década de 70.
"Imagem de cortesia do Site Bairro do ipiranga"
Imagem recente da faxada em que continua igual à época do Cinema S. vicente

CINE SECKLER - Estrada de São João Clímaco, 890. Inaugurado em 1.956. Haviam 670 lugares. Fechou na década de 60. Na década de 80 reabriu como Vitória 3. Teve curta duração.

CINE SOBERANO - Rua Vergueiro, 6.487. Inaugurado em 1.952. Haviam 1.358 lugares. Fechou na década de 70.

CINE CRISTAL - Rua Tamuata, 315. Inaugurado em 1.949.

(Na época, as familias disputavam os lugares para ver um filme, esse foi um dos melhores tempos de lazer aquí em nossa região, pois as famílias, iam passear no Museu, Clubes, Cinemas ou restaurantes com suas deliciosas Pizzas.)


GM do Brasil

A inauguração da primeira fábrica da GM do Brasil foi dia 26-01-1925, na Avenida Presidente Wilson - SP

GM do Brasil completa 80 anos de atuação no país, em 26-01-2005, com recorde de exportações e crescimento na participação de mercado.
A GM do Brasil continua se modernizando e investindo no país.
A empresa foi fundada em 1925 em galpões alugados no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
Hoje, vive um momento de pleno crescimento no mercado interno e também nas exportações.

No começo, as atividades consistiam na montagem de veículos importados dos Estados Unidos. Após cinco anos, a GMB inaugurava oficialmente, em 1930, sua primeira fábrica, em São Caetano do Sul — São Paulo.
Em 1958 começou a operar a segunda fábrica, em São José dos Campos —
São Paulo, inaugurada oficialmente um ano depois pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek.
Decidida a ampliar sua linha de produtos, a GMB lançou em 1968 o seu primeiro automóvel da marca Chevrolet no país, o Opala, que encerrou seu ciclo de vida 24 anos depois, com mais de 1 milhão de unidades vendidas.

Desde então, não parou mais de fabricar sucessos de vendas. Em 1973 lançou o Chevette, que acumulou vendas superiores a 1,2 milhão de unidades, até ser substituído pelo Corsa em 1994, primeiro veículo popular com injeção eletrônica de combustível.


Breve teremos a Hístória do Clube Atlético Ypiranga, Volkswagem e outras que se fazem muito importante à história do nosso Bairro

-OBS: Nésta página pode existir erros de português, porém a história foi copiada do livro original e muitas palavras não são mais usadas hoje.
Caso o você note algum erro, pedimos por favor que nos envie um e-mail notificando-nos.

A equipe do site "Bairro do Ipiranga" agradece.

 
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